27 de Outubro de 2020



Obtenção de PRF, o que é e por que utilizar na Odontologia?


Saiba como funciona a obtenção da fibrina rica em plaquetas (PRF) e compreenda sua importância para a Odontologia atual!
O que é a fibrina?

A fibrina é uma proteína que atua como uma primeira resposta quando há um ferimento, com importante papel no processo de coagulação sanguínea. ​

Quando ocorre o ferimento, cada molécula de fibrina se entrelaça com o intuito de formar uma fina malha ao redor da lesão, que estanca o sangue e captura hemácias, leucócitos e plaquetas, formando então o coágulo.​

A utilização da fibrina rica em plaquetas é uma realidade inovadora nos procedimentos médicos e odontológicos atualmente. ​

O principal objetivo é melhorar a cicatrização dos tecidos moles e duros, o que possui um grande valor para pacientes e dentistas. ​

O plasma rico em plaquetas (PRP) é a principal alternativa para a utilização na forma líquida (injetável). A fibrina rica em plaquetas é comumente utilizada em procedimentos regenerativos, e seus resultados têm sido positivos, gerando a satisfação dos pacientes.​

Entenda melhor esta técnica...

Tanto na Medicina quanto na Odontologia, existe uma busca incansável e constante por meios que acelerem a neoformação óssea. Depois de muita pesquisa sobre a influência das células sanguíneas sobre os biomateriais aplicados no organismo humano, chegou-se a um resultado importante: os concentrados plaquetários!​

Eles têm por objetivo acelerar a cicatrização de tecidos moles e duros através do aumento da concentração de fatores de crescimento, como o TGF-b, IGF-1, PDGF, entre outros.​

A Fibrina Rica em Plaquetas é utilizada na Odontologia através de um concentrado de fatores de crescimento autólogo, que estimula a regeneração tecidual. Os fatores de crescimento mencionados são responsáveis ​​pelo aumento da produção de colágeno, mitose celular, crescimento dos vasos sanguíneos e pelo recrutamento de células que, ao migrar para o local da lesão, vão auxiliar na produção de um novo tecido.​
Além disso, é um procedimento autólogo, em que o material a ser injetado é retirado do próprio paciente, o que praticamente elimina o risco de rejeição ou infecções.

Um método extremamente eficiente!

Com uma chance diminuída de rejeição, podemos considerar este método extremamente eficiente para o processo de aceleração da regeneração. Além disso, o PRF também permite a reconstituição do enxerto com células do próprio paciente, o que resulta num processo de cicatrização natural e muito mais ágil!​

Como funciona a obtenção do PRF?

Para obtenção do PRF, é realizada a coleta de sangue do paciente em tubos que, em seguida, são posicionados em uma centrífuga. O sangue coletado não pode ter nenhum tipo de aditivo.

Após o término deste processo, é possível observar as camadas:​
Primeira camada: líquido transparente, plasma.​
Segunda camada: espessa e amarela, Fibrina Rica em Plaquetas (PRF).​
Terceira camada: vermelha, glóbulos vermelhos.​

Quais as vantagens do uso do PRF?

É uma técnica simples e eficiente, pois a centrifugação ocorre em um único passo;
É obtido por amostra de sangue autóloga, que diminui os riscos de rejeição;​
Estimulam a regeneração dos tecidos de forma eficaz;​
Pode ser utilizado de forma única ou em combinação com enxertos ósseos, por exemplo.​ ​

Confira o Curso

Conheça a Habilitação em Venopunção e na Obtenção de Fibrina Leucoplaquetária Autóloga na Odontologia (PRF) da ABO Sorocaba! ​
Através deste curso, você sairá habilitado para o uso da técnica de Fibrina Rica Plaquetas e Venopunção nos diversos procedimentos cirúrgicos na Odontologia. Compreendendo desde a fisiologia da cicatrização até um Hands-On: Plugs, Membranas e Sticky Bone! ​

ABO CRO 12864 | RT: CARLOS HENRIQUE SILVEIRA VILLELA | CD | CROSP 49116

27 de Outubro de 2020



Como a má oclusão na infância pode afetar a vida adulta?


Você sabe qual o impacto da má oclusão na dentição decídua e permanente, assim como na qualidade de vida de um indivíduo? Veja a seguir:​

A má oclusão é uma desordem de desenvolvimento do complexo craniofacial que afeta o indivíduo em diversas circunstâncias. Ela causa diversas alterações funcionais e estéticas que, em muitos casos, traz consequências inclusive psicológicas para o paciente.

É uma condição de elevada prevalência que possui impacto negativo na vida do indivíduo e na sociedade. Por isso, ela é considerada um problema de saúde pública.​

Os indivíduos que apresentam essas disfunções têm um declínio considerável em sua qualidade de vida e um impacto negativo em suas atividades diárias, seja pela questão estética ou funcional. ​

Além disso, estudos evidenciam que as crianças, quando possuem má oclusão aparente, sofrem julgamentos negativos, mesmo entre crianças e seu círculo de amizade.​

Mas como definir qualidade de vida nestes casos?

A OMS define qualidade de vida como "a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações".

A partir deste conceito básico, nós podemos compreender a repercussão que as condições bucais podem ter na vida de uma criança, adolescente e percorrer toda a sua vida adulta.​

Tudo para que você possa desenvolver e aprimorar suas técnicas, de forma sólida e cientificamente embasada. A nossa especialização em Implantodontia tem como objetivo a transmissão do conhecimento com enfoque nos aspectos atuais da especialidade, estimulando o desenvolvimento da ação motora e mental, permitindo a formação integral, teórica e prática de especialistas aptos a executarem de forma segura e harmoniosa as terapias cirúrgicas, sempre associadas à prótese sobre implantes.

Que impacto possui a má oclusão na qualidade de vida dos indivíduos?

Uma revisão de literatura realizada em 2015 concluiu que há uma diferença considerável entre o impacto da má oclusão na dentição decídua e na dentição mista e/ou permanente.

Na dentição decídua, nota-se que o impacto é muito pequeno, quase não afetando a qualidade de vida das crianças.

No entanto, quando falamos em dentição permanente ou mista, os artigos indicam outra coisa. A má oclusão nestes casos mostra que há diminuição na qualidade de vida relacionada à saúde bucal. Além disso, a autoestima também é afetada e os jovens sofrem com a questão estética nesta fase. ​

Embora a má oclusão na dentição decídua não tenha impacto tão negativo na qualidade de vida, investigar os fatores associados aos problemas oclusais nesta fase é importante para prevenir a má oclusão, evitando os impactos negativos na qualidade de vida que podem ocorrer futuramente.​

A Ortodontia é a especialidade responsável por tratar as maloclusões. Para isso, é importante especializar-se em um centro de ensino qualificado, cujo diploma é reconhecido pelo MEC e possui a tradição da ABO.​

O nosso curso de especialização em Ortodontia tem por objetivo formar profissionais altamente qualificados para diagnosticar, planejar e tratar indivíduos portadores de maloclusões de origem dentária ou esquelética com excelência, além de promover o desenvolvimento das habilidades técnicas necessárias para a condução de tratamentos ortodônticos com aparelhos fixos e removíveis em todos os níveis (preventivo, interceptativo, corretivo e associado à cirurgia ortognática, periodontia e reabilitação com implantes e próteses).​

Através da nossa especialização, você terá conhecimento de toda a evolução da Ortodontia, desde as técnicas mais tradicionais até as técnicas mais modernas como MBT, autoligado, mini-implantes=DATs, inclusive preparos para tratamentos ortodônticos cirúrgicos, como é o caso da Cirurgia Ortognática e preparo para reabilitações estéticas com auxílio de toxina botulínica e preenchimento orofacial!​

Confira o Curso

REFERÊNCIAS:​ Andressa Ferreira Moreira; Larissa Silveira Pinto; Karoline Von Ahn Pinto; Paula Goveia Côrreia; Sara Alice Zago Jeziorski; Karen Sibele Velasque; Denise Paiva Rosa. Malocclusion impact on primary and permanent dentition in the quality of life of children and adolescents: review of literature. Rev. Bras. Odontol. vol.72 no.1-2 Rio de Janeiro Jan./Jun. 2015.​

ABO CRO 12864 | RT: CARLOS HENRIQUE SILVEIRA VILLELA | CD | CROSP 49116

28 de setembro de 2020


Implantodontia: especialize-se com quem é referência no assunto!

Provavelmente a maior dúvida de um recém-formado ao escolher em que vai se especializar reside no mercado de trabalho. “Será que está saturado? Será que vou conseguir me destacar? Terei um bom fluxo de pacientes?”. Afinal, tão importante quanto gostar daquilo que faz, é o retorno financeiro que se pretende alcançar.

A Implantodontia é uma especialidade que vem se destacando dentro da Odontologia. Hoje, estes profissionais já representam mais de 12.880 profissionais no país e a especialidade está entre as 3 mais populares no Brasil. O que significa que o mercado é concorrido, porém, com bastante demanda de pacientes. E por que escolher Implantodontia?

É uma especialização que tem bastante peso na carreira de um cirurgião-dentista, pois ao concluí-la, você estará capacitado para atuar com diferentes faixas etárias e problemas variados que necessitam da utilização de implantes dentários. O leque de opções e oportunidades é muito amplo. Claro que, quanto mais dedicado e quanto mais aperfeiçoamento o profissional busca, mais ele se destaca entre os demais.

Além disso, com as demandas digitais que surgiram mais recentemente e o próprio fluxo digital, a Implantodontia se tornou muito mais segura e previsível, E é exatamente isto o que os seus pacientes buscam.

Com a demanda estética atual, principalmente com o sorriso, que agrega um valor social considerável e está intimamente relacionado com o bem-estar, a perda de um dente, ou vários deles, desperta no individuo o desejo de restaurar a harmonia facial e sentir-se bem e confiante em sorrir, de forma rápida e segura. Os implantes são uma solução moderna e eficiente para essa exigência.

Para alguns especialistas no assunto, a Implantodontia é uma área promissora para os próximos anos, pois está em contínua expansão e tem sido objeto de inúmeras pesquisas nas universidades e centros de pesquisa no Brasil e no mundo. Eles afirmam ainda que esta área deve continuar a crescer, devido à introdução de modernas técnicas entre os profissionais e o sucesso destes procedimentos, o que faz aumentar a procura pelo tratamento, que é cada vez mais acessível aos pacientes.

Especialize-se com quem é referência no assunto!

Os cursos da ABO Sorocaba têm o reconhecimento da ABO Nacional e do Conselho Federal de Odontologia, assim como as especializações que são oferecidas pelo convênio com a Faculdade Mozarteum de SP - FAMOSP, com reconhecimento do MEC.

Nosso ambiente foi cuidadosamente planejado para ser uma ótima opção no aprimoramento profissional dos colegas dentistas, mas acima de tudo, ser um local onde podemos desenvolver a amizade entre as pessoas.

Tudo para que você possa desenvolver e aprimorar suas técnicas, de forma sólida e cientificamente embasada. A nossa especialização em Implantodontia tem como objetivo a transmissão do conhecimento com enfoque nos aspectos atuais da especialidade, estimulando o desenvolvimento da ação motora e mental, permitindo a formação integral, teórica e prática de especialistas aptos a executarem de forma segura e harmoniosa as terapias cirúrgicas, sempre associadas à prótese sobre implantes.

Formamos profissionais com alto conhecimento científico e técnico, visando melhorar o nível de nossa Odontologia. Além disso, nossa equipe é composta de professores especializados, professores convidados de renome nacional e internacional, e nossa especialização conta com muitos atendimentos clínicos, cirúrgicos e protéticos, incluindo as mais modernas técnicas de reconstrução tecidual.

Ao final, você estará capacitado a elaborar diagnósticos, planejamentos reabilitadores e tratamentos reconstrutores de altíssimo nível estético, biológico e funcional.

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ABO CRO 12864 | RT: CARLOS HENRIQUE SILVEIRA VILLELA | CD | CROSP 49116

28 de setembro de 2020


All-on-four: a técnica do momento é mesmo tão promissora?

A técnica All-on-four vem ganhando destaque na Implantodontia moderna! Mas você sabe o que esperar dela? Continue lendo e saiba mais! Com um curso de imersão nesta técnica, o objetivo da ABO Sorocaba é transmitir conhecimentos teóricos e práticos do conceito de reabilitação total usando a técnica "All-on-four".

Queremos capacitar nossos alunos para planejar e executar com segurança cirurgias e próteses com carga imediata, dentro de uma filosofia de trabalho com altos índices de sucesso com base em conceitos científicos e técnicos.

Mas será que esta técnica é mesmo tão promissora quanto aparenta?

Convidamos o professor Rodolfo Amorim de Pádua – CROSP 61985, coordenador dos cursos de implante da ABO, para responder algumas das principais dúvidas sobre este assunto. ]

“Realizamos implantes há 20 anos. Especificamente, a Técnica All on (4), já realizamos há 15. Temos mais de 4000 arcadas reabilitadas com essa técnica, que pode ser considerada extremamente eficaz e que atende à necessidade do desdentado total. É um procedimento que traz muitos benefícios ao paciente e ao profissional.” - Rodolfo Amorim de Pádua

Podemos afirmar que a técnica é muito promissora na Odontologia. Além disso, ainda segundo Rodolfo, os resultados finais para os pacientes são excelentes no aspecto estético, funcional e financeiro.

Além de promissora, a técnica apresenta excelentes resultados a longo prazo. E sabemos que assim é possível ter mais previsibilidade e oferecer mais segurança para nossos pacientes.

“É uma técnica segura, previsível e de longo prazo, temos casos clínicos controlados há 15 anos.” - Rodolfo Amorim de Pádua Oferecer mais segurança, conforto e previsibilidade para os pacientes é o desejo de muitos profissionais. Afinal, assim se constrói uma relação de confiança e o tratamento flui melhor. Ao aplicar os conceitos e técnicas aprendidos nesta imersão no seu dia a dia, você poderá realizar seus tratamentos de maneira muito mais eficaz.

E para quem é indicado este curso?

A imersão na técnica "All-on-four" é indicada para Implantodontistas que já possuem experiência na área. É um curso extremamente focado na prática cirúrgica. Personalizado para no máximo 4 alunos, em que cada um realizará pelo menos 4 cirurgias. É ensinada a técnica e suas variáveis e os alunos saem seguros para praticar a técnica em seus consultórios.

“Achamos importante para o Implantodontista dominar e saber indicar a técnica All-on-four, pois ela simplifica muitos casos complexos. Além disso, é um dos procedimentos de maior valor agregado da Odontologia. Tendo um ótimo retorno para o aluno sobre o investimento.” - Rodolfo Amorim de Pádua Aprenda com os experts no assunto!

Os cursos da ABO Sorocaba têm o reconhecimento da ABO Nacional e do Conselho Federal de Odontologia, assim como as especializações que são oferecidas pelo convênio com a Faculdade Mozarteum de SP - FAMOSP, com reconhecimento do MEC.

Além disso, nossa equipe é composta de professores especializados, professores convidados de renome nacional e internacional, e nossa imersão conta com muitos atendimentos clínicos e cirúrgicos, para que você possa, de fato, praticar!

Confira o Curso

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04 de agosto de 2020


O que acontece se o paciente não procurar o dentista para tratar a doença periodontal?

Quando pensamos sobre saúde bucal, a primeira coisa que nos vem a mente são os cuidados com os nossos dentes. Entretanto, sabemos que isso não é o bastante para garantir um sorriso saudável.

A gengiva desempenha um papel de grande importância, pois além de serem um dos principais indicativos da nossa saúde bucal, também são responsáveis pela proteção dos nossos dentes.

Isso significa que o aparecimento de alguma doença gengival, como é a o caso da periodontite, pode prejudicar toda a nossa saúde. Mas você sabe o que é a doença periodontal e o que acontece caso você não a trate? Acompanhe para descobrir mais!

O que é a doença periodontal?

A doença periodontal é o termo utilizado para se referir às doenças gengivais. As principais delas são a gengivite e a periodontite. Enquanto a primeira pode ser caracterizada como o estágio inicial da doença, a segunda refere-se a um estágio mais avançado.

A gengivite tem como principais sintomas a vermelhidão das gengivas, fazendo com que elas fiquem mais sensíveis e, em alguns casos, podem até mesmo sangrar, principalmente ao escovar os dentes e passar o fio dental.

Nesta etapa, é comum que a pessoa não sinta desconfortos, fazendo com que o seu tratamento muitas vezes seja adiado, principalmente quando não é acostumado a realizar as visitas periódicas ao dentista.

Já a Periodontite, a evolução da gengivite não tratada, apresenta consequências mais graves que a primeira. Isso porque a infecção afeta diretamente os ligamentos que suportam os dentes. Muitas vezes também não apresentam dor e, por isso, é importante estar atento aos seus principais sintomas:
  • Gengiva inchada, vermelha ou dolorida;
  • Sangramentos causados durante a escovação, uso do fio dental ou mastigação;
  • Mau hálito persistente;
  • Gengiva retraída;
  • Amolecimento dos dentes;
  • Dentes excessivamente sensíveis à temperaturas frias ou quentes.


Como é feito o tratamento?

As doenças periodontais ocorrem quando há formação do biofilme (placa bacteriana) ou do tártaro. Sendo assim, em muitos casos uma raspagem supragengival realizada pelo dentista é a única maneira de remover a placa que se calcificou, transformando-se em tártaro. Essa é a principal maneira de evitar que as doenças periodontais se manifestem, ou seja, através da Profilaxia Dental realizada no consultório pelo próprio dentista.

A falta de higiene bucal é um dos principais motivos para que ocorra as doenças periodontais. Apesar de todos saberem da importância dos cuidados com a higienização, muitos acabam deixando de lado, por preguiça ou pela correria do dia a dia.

Entretanto, é muito importante não apenas escovar os dentes após as principais refeições do dia, evitando os acúmulos de alimentos e a proliferação de bactérias, mas também o uso do fio dental diariamente, uma vez que é a principal forma de prevenção contra as doenças gengivais, pois é fundamental para a retirada do biofilme de lugares em que a escova não alcança.

E se eu não tratar?

Você sabia que um dos principais motivos que levam as pessoas a perderem um ou mais dos seus elementos dentários é por conta das doenças periodontais?

Isso ocorre porque na periodontite, as infecções são diretamente no osso de apoio e nas fibras que seguram os dentes no lugar, causando o seu amolecimento e, muitas vezes, a perda e queda dos dentes.

Ninguém quer isso para si mesmo, não é? Por isso, as visitas periódicas ao consultório odontológico são tão importantes, pois uma simples questão como a limpeza especializada pode evitar diferentes doenças e até mesmo a queda dos seus dentes.

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ABO CRO 12864 | RT: CARLOS HENRIQUE SILVEIRA VILLELA | CD | CROSP 49116




04 de agosto de 2020


Qual a importância da Profilaxia Dental?

Para manter a saúde e beleza do seu sorriso, você sabe que deve realizar as higienizações diárias da maneira adequada, não é mesmo? Mas você sabia que apenas isso não é o suficiente para garantir que o seu sorriso esteja totalmente protegido?

Isso porque as visitas ao consultório odontológico desempenham um papel fundamental na saúde do seu sorriso, pois é o momento em que o profissional tem para realizar toda a profilaxia dental da maneira adequada.

Essa profilaxia, também chamada de limpeza dental, é de fundamental importância para a saúde bucal. Quer saber mais sobre o assunto? Confira!

O que é profilaxia dental?

Como falamos, a profilaxia dental é a responsável pela limpeza especializada feita por um profissional da Odontologia. Sendo assim, os cuidados de higiene básica que temos em casa, apesar de serem extremamente importantes, precisam ser aprimorados com a profilaxia no consultório.

A principal importância da profilaxia está na retirada do biofilme (placa bacteriana) e do tártaro, que são as principais causas de doenças como a gengivite, que quando não tratada, pode evoluir para a periodontite, com um agravamento do caso, podendo ocorrer a perda do elemento dentário.

Apenas com essa informação já é possível entender a importância da profilaxia, não é mesmo? A periodontite é uma das doenças que mais causa a perda e queda dos dentes, pois afeta da gengiva até o osso que envolve e suporta os dentes.

As principais questões que podem ser evitadas com a profilaxia dental são:

  • Gengivite;
  • Periodontite;
  • Cáries;
  • Mau hálito.


Além disso, uma boa profilaxia dental também previne o surgimento de outros problemas, como o próprio tratamento de canal, uma vez que o dentista estará acompanhando de perto a sua saúde bucal, conseguindo tratar quaisquer questões antes se agravem.

Como é feita a profilaxia?

Apesar do nome complicado, a profilaxia trata-se de uma limpeza feita no consultório odontológico, pelo próprio dentista, com a remoção do biofilme e do tártaro. Nesses casos, o profissional faz uso de materiais e produtos específicos, fazendo com que cada dente seja devidamente higienizado, através da raspagem e com jatos de bicarbonato de sódio.

Após essa etapa do tratamento, o profissional finaliza com polimento, utilizando uma pasta especial e um instrumento motorizado que remove a placa restante e as manchas de superfície. Dessa maneira, as superfícies polidas dos dentes tornam mais difícil a acumulação de placa e de restos de alimentos, fazendo com que a sua boca esteja saudável por mais tempo.

Sendo assim, após o processo de profilaxia, os cuidados em casa devem ser mantidos, para que prolonguem os seus resultados. Isso quer dizer: escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, principalmente após as refeições, além de passar o fio dental diariamente.

Devemos lembrar que o fio dental é um componente de extrema importância para a profilaxia dental. Isso porque, por melhor que seja uma escovação, ela não chega a todos os lugares da boca, principalmente entre os dentes. Esse é o papel do fio dental: retirar os acúmulos de alimentos e da placa bacteriana que se formam entre os dentes.

O indicado é que a visita ao dentista seja feita entre seis meses e um ano, mas sempre levando em consideração as indicações do próprio profissional sobre os futuros retornos. Afinal, mesmo com a escovação e o uso do fio dental diariamente, ainda é possível que ocorra o acúmulo do biofilme. 

As vantagens em realizar a profilaxia dental periodicamente são: a certeza que você está com a saúde bucal em dia, um sorriso mais bonito e saudável, além, é claro, da proteção contra tártaro e placa bacteriana.

É importante estar sempre atento aos pequenos sinais que o nosso corpo dá em relação à nossa saúde! Não deixe para depois.

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04 de agosto de 2020


Dor de dente é sinônimo de tratamento de canal?

Alguma vez você sentiu dor no dente e pensou que precisaria realizar um tratamento de canal? Essa é uma das dúvidas mais frequentes que chegam ao consultório odontológico e parte disso se deve ao grande temor que ronda este procedimento.

Mas você pode ficar tranquilo! Aqui, vamos explicar melhor quais são as principais causas, como prevenir e, principalmente, como é feito o tratamento de canal. Dessa maneira, você poderá desmistificar, junto com a gente, o procedimento, deixando o medo e a tensão de lado.

O que devemos lembrar é que a Odontologia e os seus tratamentos não são sinônimos de dor, principalmente por conta de todos os avanços nas tecnologias envolvidas e nos próprios procedimentos. Pelo contrário, é sinônimo de bem-estar e qualidade de vida! 

Como é feito o tratamento de canal?

Quando é necessário realizar um tratamento de canal, isso significa que a raiz do dente já foi atingida. Sendo assim, o tratamento consiste em na retirada da polpa do dente, um tecido encontrado em sua parte interna. Normalmente, este procedimento é feito em diferentes etapas.

Caso a polpa dentária tenha sido infectada, danificada ou morta, ela é totalmente removida. Então, o espaço que restou deve ser limpo, preparado e preenchido. Ao fim, temos a inserção de um cone flexível em cada canal, e selado na posição adequada com o material apropriado.

Caso o paciente tenha que realizar o procedimento em duas sessões diferentes, após a retirada da polpa infectada e da limpeza, o profissional coloca uma restauração temporária na abertura da coroa, com o objetivo de proteger o dente.

Na etapa final, normalmente é colocada uma coroa sobre o dente para restaurar o seu formato e aparência natural. Quando os dentes restaurados são adequadamente tratados, seguindo todas as indicações do cirurgião-dentista, podem durar a vida toda. 

Entretanto, como ainda é possível que esse dente restaurado apresente cáries, é muito importante que todas as indicações de higiene bucal sejam seguidas, além, é claro, do acompanhamento do profissional, a fim de evitar problemas futuros.

É possível prevenir?

Antes de entender a prevenção, devemos ver quais são os casos mais comuns de infecção ou morte da polpa dentária:
  • Dano ao dente, como um forte trauma;
  • Dente quebrado;
  • Cárie profunda.


Apesar de ser muito difícil evitar que acidentes aconteçam, o que pode levar aos traumas e dentes quebrados, uma das causas mais comuns da necessidade do tratamento de canal são as cáries profundas.

Isso acontece não apenas quando as principais indicações de higiene bucal são evitadas, como a escovação após as principais refeições, mas também quando as visitas periódicas ao dentista são deixadas de lado.

Afinal, o início das cáries muitas vezes são percebidas apenas pelos profissionais, já que apresentam poucos sintomas. Apenas quando se encontram em um estágio mais avançado, o dente começa a doer, o que faz com que muitos finalmente procurem ir ao dentista.

Com isso, podemos perceber como a prevenção é simples e já ouvimos falar delas desde a nossa infância. Escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, principalmente após as refeições, passar o fio dental diariamente e evitar excessos do açúcar.

Além, é claro, de realizar as suas consultas periódicas com o dentista, garantindo que todas as questões sejam tratadas logo no início, evitando que se agrave.

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04 de agosto de 2020


Saúde e beleza através da Harmonização Facial

Algo que podemos perceber ao longo dos anos é a crescente corrida de cada pessoa contra o tempo. Cada vez mais, estamos preocupados com o nosso envelhecimento, tanto por questões estéticas quanto de saúde.

Com essa preocupação, pudemos também perceber um aumento nos produtos, procedimentos e tratamentos que vêm aparecendo com o objetivo de minimizar os efeitos da idade. Muito mais do que desacelerar esse processo, entretanto, devemos levar em consideração a importância da autoestima e do bem-estar de cada indivíduo.

Neste meio, temos a Harmonização Facial, uma aliada que permite uma maior proporcionalidade ao nosso rosto, levando sempre em consideração o sorriso, mas que também apresenta grandes resultados funcionais, principalmente em relação ao bruxismo e à disfunção temporomandibular.

Você quer saber mais sobre a Harmonização Facial? Continue a leitura!

Para que serve a Harmonização Facial?

A Harmonização Facial é um conjunto de procedimentos que tem, como principal objetivo, trazer o equilíbrio estético e funcional, propondo suavizar e harmonizar a imagem facial. Um dos principais motivos para estes tratamentos serem tão procurados está na importância em promover a correção completa das imperfeições da face e não tratando-as de forma isolada, como era feito muitas vezes antigamente.

Além disso, como podemos encontrar estes procedimentos dentro dos consultórios odontológicos, o que garante uma maior confiança da parte dos pacientes, os tratamentos também são construídos levando em consideração a Reabilitação Oral. 

Sendo assim, podemos observar como é possível alinhar diferentes especialidades, como a Ortodontia e a Dentística, para que então os resultados sejam maximizados com a Harmonização Facial. O que podemos perceber, portanto, é o objetivo dos tratamentos em também harmonizar os dentes, lábios e a face, uma vez que todas as estruturas se complementam. 

Principais procedimentos da Harmonização Facial

A verdade é que não importa se o seu desejo é corrigir pequenas imperfeições, amenizar as linhas de expressões ou até mesmo corrigir as marcas do tempo… O importante é que podemos contar com diferentes técnicas que permitem um rosto mais harmonizado. Conheça as principais delas!

Preenchimento facial

O preenchimento facial é um dos principais procedimentos da Harmonização Facial. Apesar de já ser conhecido do público, a técnica vem sendo cada vez mais valorizada. 

Ela é indicada para homens e mulheres que procuram resolver questões estéticas relacionadas à perda de volume do rosto e a sustentação da pele de maneira mais natural, diminuindo os principais sinais de envelhecimento.

Além disso, este tratamento pode ser realizado no próprio consultório, apenas com anestesia tópica. Considerado minimamente invasivo, não causa grandes desconfortos e o paciente pode retornar às suas atividades diárias em pouco tempo.

Atualmente, podemos contar com dois principais tipos de preenchedores: o ácido hialurônico e a toxina botulínica. As duas substâncias são biocompatíveis, ou seja, são reabsorvidas pelo organismo após determinado período.

Bichectomia

Um outro tratamento que tem ganhado cada vez mais adeptos nos últimos anos é a bichectomia. Ela é considerada uma microcirurgia e também pode ser feita no próprio consultório do profissional. 

O seu procedimento consiste na retirada das Bolas de Bichat, que são pequenas porções de gordura presentes na parte interna das bochechas. Com isso, podemos perceber um afinamento do rosto, dando mais destaque e definição às maçãs do rosto e mandíbula.

Qualquer pessoa pode realizar os procedimentos?

Devemos sempre lembrar que todo tratamento estético, seja ele odontológico ou não, deve ser feito com o acompanhamento e diagnóstico de um profissional qualificado para tal. 

Em alguns casos, como pessoas grávidas, em fase de amamentação e com doenças autoimunes, os procedimentos costumam ser contraindicados. O importante, entretanto, é sempre conversar com o profissional, para que ele possa garantir que todas as decisões serão tomadas levando em consideração a sua saúde.

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22 de Julho de 2020


Proteção radiológica: você sabe tudo o que é necessário sobre o assunto?

Entenda a importância das medidas de proteção radiológica e veja um estudo sobre o tema, que revela o nível de conhecimento e aplicação das técnicas de biossegurança em radiologia pelos dentistas. O exame radiográfico é um importante aliado para o diagnóstico em Odontologia, sendo muitas vezes não apenas necessário, mas também imprescindível.

Entretanto, é de conhecimento geral que o exame radiográfico impõe seus riscos, que devem ser minimizados através das medidas de proteção estabelecidas, a fim de evitar quaisquer danos aos pacientes e profissionais envolvidos no processo. Em 1º de junho de 1998 foi estabelecida a Portaria 453 da Secretaria de Vigilância Sanitária, que visa proteger o paciente e os profissionais durante as exposições radiográficas, além de definir diretrizes de proteção radiológica médica e odontológica. Dentre os temas abordados pela Portaria, está o princípio de justificação da prática com radiações ionizantes, que estabelece que as tomadas radiográficas devem ser realizadas apenas quando o benefício envolvido for maior que os riscos inerentes à radiação recebida pelo indivíduo. Além disso, ela institui o princípio de otimização da proteção radiológica, que designa que as doses das tomadas radiográficas devem ter o valor mínimo necessário para que se tenha qualidade de imagem aceitável, o famoso princípio ALARA ("as low as reasonable achievable" ou, traduzindo, "tão baixo quanto razoavelmente possível").

No entanto, a literatura relata que há, muitas vezes, a falta de conhecimento da legislação ou mesmo a negligência e imprudência por parte de profissionais quanto à exposição radiográfica. Um estudo se propôs a avaliar o conhecimento dos cirurgiões-dentistas da cidade de Patos, na Paraíba, a respeito da biossegurança em radiologia, bem como os métodos de proteção utilizado por eles.

O estudo incluiu todos os cirurgiões-dentistas que trabalhavam em consultórios particulares com aparelho de raios X intraoral na cidade de Patos, com exceção daqueles que se recusaram a participar do estudo, ou que não possuíam aparelho em seu consultório, resultando num total de 50 profissionais.

O resultado do estudo revelou que todos os profissionais de fato se preocupam em relação à radioproteção e que buscam realizar os exames radiográficos seguindo os princípios de cada técnica radiográfica, para que não sejam necessárias repetições que possam expor o paciente desnecessariamente. Todos os profissionais relataram se preocupar com a radioproteção e alegraram seguir corretamente técnica, de modo a evitar a repetição das tomadas radiográficas. Quanto aos posicionadores de filme, 92% afirmaram fazer uso. Os demais justificaram a não utilização por não sentir segurança ao utilizá-los ou porque era um hábito que não possuíam desde a época de sua graduação (vemos a influência que seguir os hábitos corretos desde a graduação pode ter sobre a vida profissional do indivíduo).

O estudo também revelou que 96% dos dentistas avaliados costumam usar o protetor de chumbo em seus pacientes, 92% disponibiliza o protetor de tireoide e 52% diminui o tempo de exposição como medida de proteção.

Para proteção do paciente, a maioria dos profissionais relatou utilizar avental de chumbo, assim como o protetor de tireoide, além de reduzir o máximo possível o tempo de exposição. Com relação à proteção do operador, a maioria afirmou possuir paredes com revestimento de chumbo.

Com isto, podemos concluir que grande parte dos profissionais é consciente acerca dos aspectos de radioproteção, alguns dentistas, no entanto, desconhecem e não praticam a biossegurança em radiologia como deveriam. Desta forma colocam em risco não apenas a própria saúde, mas também a de seus pacientes.

Os métodos de proteção radiológica devem ser seguidos à risca, e o profissional responsável pelas tomadas radiográficas deve ter o conhecimento de todos os meios de proteção disponíveis, a fim de minimizar os riscos envolvidos no processo. Assim, será possível padronizar os resultados e proporcionar segurança aos pacientes e profissionais de saúde.

REFERÊNCIAS: Winilya de Abreu Alves; Clarissa Araújo Campos Camelo; Renata de Oliveira Guaré; Camila Helena Machado da Costa; Manuella Santos Carneiro Almeida. Radiological protection: knowledge and methods of dentist. Arq. Odontol. vol.52 no.3 Belo Horizonte Jul./Set. 2016.




22 de Julho de 2020


Atendimento odontológico durante a gestação: tudo o que você precisa saber.

A gestação é um processo biológico natural na vida da mulher, durante qual diversas alterações fisiológicas, cardiovasculares, hematológicas, respiratórias, renais, gastrointestinais e endócrinas ocorrem em seu organismo, o que se reflete, inclusive, na sua saúde oral.

A relação entre a condição de saúde da cavidade oral e a saúde geral do corpo é bem conhecida, e sabemos que maus hábitos de higiene bucal podem refletir no organismo e gerar diversas complicações, entre eles, cardiovasculares. No caso das gestantes, em especial, essas alterações podem ter implicações na saúde do feto. Portanto, o acompanhamento odontológico durante a gestação é necessário e imprescindível, a fim de se garantir a qualidade de vida e bem-estar da gestante. O atendimento odontológico às gestantes é cercado de receios dos profissionais em Odontologia, como por exemplo, entre tantas questões: qual anestésico usar? Posso fazer exames radiográficos? Entretanto, os profissionais envolvidos devem estar aptos a solucionar tais questões, além de serem capazes de propor o melhor tratamento dada a condição da paciente. As alterações hormonais que ocorrem durante a gestação podem favorecer o aparecimento de determinados microrganismos periodontopatogênicos, estimulando, deste modo, a síntese de citocinas inflamatórias, que quando liberadas no periodonto inflamado podem estimular a contração uterina e induzir um possível parto prematuro.

Dentre os fatores responsáveis por esta condição, podemos mencionar o fato de que a bactéria anaeróbia gram-negativa Prevotella intermedia se encontra aumentada na placa subgengival a partir do terceiro ou quarto mês de gestação, e utiliza a progesterona e o estrogênio presentes no fluido gengival como fontes de alimentos.

Ocorre também uma depressão do sistema imune materno, e a mãe fica mais suscetível a desenvolver inflamação gengival. Mas, é preciso entender que o atendimento durante a gestação é multidisciplinar e envolve diversas características, inclusive pessoais à cada gestante, como aspectos sociais, culturais e nutricionais.

As dúvidas mais comuns no atendimento odontológico à gestante se referem ao uso do raio-x, anestésicos locais e fármacos em geral. O profissional deve conhecer as alterações fisiológicas presentes durante a gestação, além de realizar a coleta de dados sobre a história médica anterior e atual da gestante e uma anamnese detalhada e minuciosa para que se possa indicar um plano de tratamento odontológico seguro e individualizado.

Gestantes podem realizar exames de raio-x? Os efeitos da radiação no feto estão diretamente relacionados à dose, ao tempo de exposição, à região irradiada e à fase da gestação. Portanto, o mais indicado é que os procedimentos odontológicos que exijam radiografias, como tratamentos endodônticos e cirurgias sejam adiados se não forem estritamente necessários. Sendo assim, o exame radiográfico pode ser realizado quando realmente necessário e todos os meios para proteção devem ser utilizados, como filmes ultrarrápidos, filtro de alumínio, localizadores e avental de chumbo.

Anestésicos podem ser administrados? Os dados presentes na literatura indicam que os anestésicos são considerados seguros para uso durante a gestação, desde que administrados em doses terapêuticas e que a gravidez não constitua estado de contraindicação para anestesia local. No entanto, é imprescindível que o profissional conheça a fundo a técnica, os riscos e benefícios envolvidos no processo. Dos aspectos mais relevantes para anestesia local em gestantes, podemos mencionar: técnica anestésica, quantidade da droga administrada, ausência/presença de vasoconstritor e os efeitos citotóxicos. A solução anestésica local que apresenta maior segurança em gestantes é a Lidocaína 2% com Adrenalina 1:100.000.

O atendimento à gestante é diferenciado e inclui ações preventivas e curativas, para que se promova a saúde bucal da mãe e, consequentemente, do bebê. O profissional deve estar preparado e atento às necessidades da paciente, além de possuir conhecimento das alterações sistêmicas relacionadas à gravidez, procedendo da melhor maneira ao diagnóstico e tratamento.




29 de Maio de 2020


Qual a relação entre má oclusão, condições socioeconômicas e hábitos em crianças?

A oclusão dentária é formada pelos maxilares, pela articulação temporomandibular e pelos músculos depressores e elevadores da mandíbula.

A má oclusão ocorre devido a uma relação anormal entre os dentes e o arco dentário, que assumem um contato indesejável com os elementos do arco antagonista. As causas da má oclusão são multifatoriais e podem ser de origem hereditárias, congênita, adquirida ou ambiental. O que se nota é que, atualmente, os casos de má oclusão vêm aumentando.

Segundo a OMS, a má oclusão é o terceiro problema odontológico de saúde pública, atrás apenas da cárie e da doença periodontal, e é um problema prevalente em dentições decíduas e permanentes.

Em 2002, um estudo realizado pela Secretaria do Estado da Saúde-SP, em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e com o Ministério da Saúde, indicou que 45% das crianças de cinco anos de idade possuíam algum tipo de má oclusão no Estado. A Pesquisa Nacional de Saúde Bucal, realizada em 2010, revelou que 38% das crianças, aos 12 anos, apresentaram problemas de oclusão. Já em 2009, o Levantamento Epidemiológico em Saúde Bucal, realizado em São Paulo, revelou que 43,5% das crianças de cinco anos de idade apresentaram algum tipo de oclusopatia.

O aumento dos índices de má oclusão gerou a necessidade do conhecimento da sua prevalência, pois somente assim é possível estabelecer medidas que possam promover a saúde e prevenção deste mal. Entenda como a má oclusão pode estar relacionada com fatores socioeconômicos, hábitos e cuidados em crianças, para, a partir destas informações, estabelecer um planejamento e tratamento adequados a cada caso e cada paciente.

Um estudo recente se utilizou de uma amostra com 441 crianças de cinco anos de idade para estabelecer relações sobre este assunto. Para chegar aos resultados, foram realizados exames bucais, questionadas características demográficas e socioeconômicas relativas à família e ao domicílio, além de questões relativas aos hábitos, cuidados e internações hospitalares da criança.

Como resultado, viu-se que 41,7% das crianças possuem má oclusão e que aquelas que usaram chupeta por até dois anos tiveram 1,24 mais chances de apresentar o problema do que as que não usaram. As crianças que usaram chupeta por mais de dois anos apresentaram dados ainda mais alarmantes, possuindo 4,08 vezes mais chances de terem má oclusão do que aquelas que não usaram.

Além disso, crianças que dormem de boca aberta tem 1,72 vez mais chances de apresentarem má oclusão. Crianças que foram internadas por outros motivos, 5,26 vezes menos chances de apresentarem má oclusão que as que foram internadas por alergia ou bronquite.

Os resultados indicam que a má oclusão em crianças está fortemente associada aos hábitos deletérios, principalmente ao uso da chupeta. Esta condição, no entanto, afeta igualmente crianças de diferentes níveis socioeconômicos, exigindo muito estudo, competência e observação do profissional envolvido que pretenda tratar essa condição.

Estudos como este são importantes porque, ao entender as relações entre as causas e efeitos, é possível estabelecer medidas de prevenção e, no caso da má oclusão, a prevenção é a alternativa potencial ao tratamento, pois as condições funcionais adquiridas, principalmente durante a infância, como foi demonstrado, podem ser abordadas de outra maneira pelo profissional, visando evitar danos maiores ao paciente.

Através destes dados, é possível ao profissional, principalmente o odontopediatra, estabelecer uma relação correta entre as possíveis causas e efeitos da má oclusão em seus pacientes, de forma individual. E, se o diagnóstico for realizado da maneira correta, o planejamento e o tratamento certamente serão mais eficientes, trazendo bons resultados, satisfação e qualidade de vida para o paciente.

REFERÊNCIAS: Fernanda Lucia de Campos; Fabiana de Lima Vazquez; Karine Laura Cortellazzi; Luciane Miranda Guerra; Glaucia Maria Bovi Ambrosano; Marcelo de Castro Meneghim; Antonio Carlos Pereira. The malocclusion and its association with socioeconomic variables, habits and care with five years old children. Rev Odontol UNESP. 2013 May-June; 42(3): 160-166. 2013.



29 de Maio de 2020


Biossegurança: o desconhecimento é o que gera riscos

Alguns eventos recentes evidenciaram ao mundo a importância da biossegurança nos procedimentos realizados diariamente. As normas sempre foram conhecidas, mas, diversas vezes, ignoradas. Entretanto, sabemos, a biossegurança não é apenas importante, mas também essencial aos consultórios odontológicos, pois somente a partir dela podemos garantir a segurança de todas as pessoas envolvidas nos processos.  

Quando falamos sobre saúde, é um fato que a prevenção é sempre o melhor remédio, como se diz popularmente. Os consultórios odontológicos são ambientes que, se não forem limpos e higienizados corretamente, podem se tornar uma fonte de propagação de doenças diversas. Para minimizar estes riscos e evitar quaisquer infecções e contaminações possíveis, o profissional deve estar sempre atento às normas e regras, não deixando de segui-las

As normas de biossegurança, impostas pelos agentes de vigilância e órgãos de fiscalização responsáveis, têm por objetivo reduzir os riscos biológicos em funções em que o profissional esteja exposto a material orgânico, como sangue, saliva e dejetos.

Quais são as medidas básicas de biossegurança?

A medida mais básica e comum é a vacinação. Para trabalhar em ambientes que lidem com a saúde de pessoas, todos os profissionais envolvidos dever estar imunizados contra as principais doenças a que ficarão expostos diariamente, entre elas: hepatites, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, tuberculose, difteria, tétano e influenza (esta última costuma ser disponibilizada anualmente).

Sendo assim, o consultório odontológico não foge a essa regra. Portanto, todos os profissionais do estabelecimento, de estagiários até dentistas, devem estar imunizados. Entretanto, a exigência de vacinas pode mudar de acordo com a região, época do ano ou alguma doença específica que esteja se alastrando, portanto, esteja sempre bem informado.

A utilização de EPIs é uma medida comum aos consultórios odontológicos, seu uso é obrigatório e não deve ser negligenciado, são eles: máscara, gorro, óculos de proteção, luvas de procedimento e jaleco. No caso de EPIs, a normativa para sua utilização também pode ser alterada de acordo com situações específicas, como a pandemia da COVID-19, por exemplo.

Mas, para além destas medidas básicas e já conhecidas, existem métodos de desinfecção e limpeza dos materiais, ferramentas e superfícies dos consultórios, que serão descritos a seguir:

Assepsia: é um conjunto de medidas que tem por objetivo impedir que determinado local seja contaminado. O significado de assepsia é, resumidamente, ausência de germes, entre eles bactérias, vírus e outros microrganismos que podem causar doenças. A intenção, ao realizá-la, é prevenir a infecção, reduzindo esses microrganismos a uma quantidade insuficiente para causar alguma complicação.

Antissepsia: pretende eliminar as formas vegetativas de bactérias patogênicas de um tecido vivo para, por exemplo, reduzir ou inibir o crescimento de microrganismos na pele ou nas mucosas. Os produtos usados para fazer a antissepsia são chamados de antissépticos.

Limpeza: é a eliminação de sujidades para reduzir a carga microbiana presente em superfícies e deve ser realizada antes dos procedimentos de desinfecção e esterilização.

Desinfecção: é a eliminação de microrganismos patogênicos de artigos inanimados. Entretanto, a desinfecção não elimina os esporos.

Esterilização: processo que elimina todos as formas de vida microbiana (esporos, bactérias, fungos e protozoários) por processos físicos ou químicos, geralmente realizada em autoclave.

No entanto, alguns equipamentos e artigos possuem partes não esterilizáveis e, além disso, não é possível esterilizar todo o ambiente clínico. Nestes casos, a recomendação é fazer uma desinfecção das superfícies com álcool 70%, solução alcoólica de clorexidina (2 a 5% em álcool a 70%), compostos sintéticos do iodo, compostos fenólicos, hipoclorito ou sódio (0,5%), além do uso de desinfetantes comerciais específicos, dependendo da resistência do material que reveste o equipamento ou utensílio.

x Pesquisas divulgadas pela OMS revelam que os profissionais de odontologia ocupam o 3° lugar entre os profissionais mais infectados no ambiente de trabalho, o que é um dado alarmante. Para reduzir as estatísticas, é fundamental se ater a todas as normas estabelecidas para sua segurança e de seu paciente. A biossegurança é fundamental e seguir as normas recomendadas pode ser o diferencial para sua saúde e o sucesso do seu tratamento.



18 de Maio de 2020


Endodontia contemporânea: técnicas, inovações e muito mais

A Endodontia trata dos sistemas de canais radiculares e suas ramificações, através do preparo dos sistemas de canais, limpeza, modelagem e desinfecção dos canais radiculares e suas ramificações, por meio da ação das soluções irrigadoras e dos instrumentos mecânicos. Como toda técnica, com o passar dos anos, novas tecnologias foram incorporadas para melhorar o tratamento e minimizar os riscos, o que se traduz na Endodontia contemporânea. Veja a seguir algumas destas tecnologias e suas aplicações:

Limas rotatórias:

Diminuíram substancialmente o tempo de trabalho para a instrumentação dos sistemas de canais radiculares. Os instrumentos rotatórios, fabricados com ligas de níquel titânio (NiTi), passaram a ser usados na Endodontia para reduzir os erros de procedimentos e garantir um preparo mais eficiente.

Sistemas Reciprocantes:

Desenvolvidos para serem utilizados como "instrumento único", sendo necessária a utilização de apenas um instrumento para realizar o tratamento endodôntico no elemento dentário. O mais conhecido atualmente é o Sistema Reciproc, fabricado pela empresa alemã VDW e criado pelo Professor Yared, que faz uso de três tipos de lima, escolhidas de acordo com a preferência do operador e característica particular do canal.

Ultrassom: O ultrassom é um equipamento de grande importância da Endodontia contemporânea. Isto porque a instrumentação dos canais, somada ao uso das limas e substâncias químicas auxiliares, apenas, não é suficiente para limpar todas as paredes dos canais. O uso de insertos ultrassônicos de pequenas proporções surge como uma solução para este problema, pois ele é capaz de facilitar os procedimentos endodônticos. Com o avanço da técnica e o interesse das grandes empresas, são desenvolvidas novas pontas de ultrassom, de pequenas dimensões, capazes de atingir áreas de difícil acesso que os instrumentos convencionais não seriam capazes de atingir.

Microscópio operatório:

O microscópio operatório vem sendo utilizado na Endodontia para minimizar a obscuridade do campo operatório, pois ele é capaz de proporcionar alta magnificação e luminosidade, o que favorece os procedimentos e resulta em resultados cada vez melhores, com um grau de qualidade superior.

Laser, uma estratégia para PDT antimicrobiana em Endodontia

Sabemos que um dos fundamentos da Endodontia é a eliminação dos microrganismos presentes no sistema de canais radiculares e, para atingir esse objetivo, são empregadas diversas técnicas, assim como a combinação de instrumentação mecânica e irrigação química. O tratamento convencional, no entanto, pode apresentar falhas e, visando minimizar estas falhas, diversos estudos buscam soluções eficientes para a questão.

Uma proposta que vem trazendo bons resultados é a Terapia Fotodinâmica antimicrobiana (a PDT – Antimicrobial Photodynamic Therapy), que tem potencial para a descontaminação de canais radiculares. O princípio fundamental da técnica, parte da utilização de um agente fotossensibilizador (um corante não tóxico) e uma fonte de luz de baixa potência e sem potencial térmico para, assim, gerar espécies reativas de oxigênio citotóxico para os microrganismos, promovendo a redução microbiana.

Como vimos, há diversas tecnologias e ferramentas que podem ser utilizadas em Endodontia, gerando resultados satisfatórios e melhorando a técnica se comparadas à técnica convencional.

Sabendo da importância da Endodontia para a Odontologia, a ABO Sorocaba criou o “Curso de Imersão em Endodontia Contemporânea”, cujo objetivo é atualizar o clínico e endodontista sobre os novos conceitos e diversas tecnologias da endodontia contemporânea como: indicações do ultrassom no tratamento de endodôntico, uso da terapia fotodinâmica (laser), sistemas mecanizados reciprocantes, adaptivos e rotatórios e muito mais.

O curso é coordenado pelo Prof. Fernando dos Reis - CRO-SP 98.490; Professor Coordenador dos Cursos de Especialização, Atualização e Imersão em Microscopia Operatória dos Institutos: Zenith (Florianópolis-SC); Fapes (Perdizes-SP); Honda (Itaquera-SP); ABO Sorocaba (SP); SPO (Ibirapuera). Autor do Livro "Tecnologias Endodônticas" Vol 01 – Ano 2015 - Editora Grupo GEN.

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REFERÊNCIAS: Aguinaldo Silva Garcez; Juliano Alves Roque; Wilson H. Murata; Michael R. Hamblin. A new approach for antimicrobial Endodontic PDT. REV ASSOC PAUL CIR DENT 2016;70(2):126-30.

Renato C. VILAS-BOAS; Murilo P. ALCALDE; Bruno M. GUIMARÃES; Ronald ORDINOLA-ZAPATA; Carlos R. E. BUENO; Marco A. H. DUARTE. RECIPROC: A comparison between reciprocating and rotational kinematics in curved canals. Rev Odontol Bras Central 2013;22.



18 de Maio de 2020


Pacientes especiais: quem são e quais as suas características

Os profissionais da Odontologia, geralmente, tem grande dificuldade para lidar com pacientes portadores de necessidades especiais, seja por falta de experiência, por não ter tido a disciplina durante a graduação ou por inabilidade, visto que estes pacientes são extremamente dependentes e precisam de muita orientação e ajuda para fazer a higiene bucal adequada, mantendo a saúde bucal.

A abordagem a esses pacientes deve ser a mais correta e melhor possível para que eles possam aderir ao tratamento, pois quando não há sucesso no consultório, é necessário proceder através da indução anestésica geral, realizando a reabilitação oral total numa única sessão, desde profilaxias até cirurgias. Porém, os riscos são mais elevados.

Além da correta abordagem, é importante se guiar pelo conceito de igualdade para todos, realizando em todos os pacientes uma anamnese detalhada e, no caso de pacientes especiais, é essencial ter o termo de consentimento preenchido, autorizando o tratamento pelos pais ou responsáveis.

Pacientes com necessidades especiais requerem atenção dobrada, pois possuem diversas condições debilitantes como: déficit intelectual, demência, limitações físicas, desordens motoras, distúrbios comportamentais e condições médicas crônicas que dificultam e, por vezes, podem impedir o tratamento.

Quem são, de fato, os pacientes especiais?

Para atendê-los e tratá-los, é necessário entender quem são e, para isso, é crucial que o dentista realize uma anamnese detalhada. Os conceitos e as denominações de pacientes especiais sofreram alterações com o passar do tempo, de forma que pudessem se adequar melhor e abranger as diversas alterações e/ou condições de ordem física, mental ou social. Somente conhecendo as condições específicas de cada paciente, é que o profissional poderá adequar o seu tratamento de acordo com suas peculiaridades.

Em resumo, pacientes com necessidades especiais apresentam uma alteração ou condição, simples ou complexa, momentânea ou permanente, de etiologia biológica, física, mental, social e/ou comportamental, que requer uma abordagem especial, multiprofissional e um protocolo específico.

São classificados de acordo com o diagnóstico, segundo algumas categorias, sendo que cada uma delas deve ser criteriosamente avaliada e estudada pelo profissional. Segundo a classificação modificada de Santos & Haddad, são elas:

  • Deficiência física: sequela de paralisia cerebral, acidente vascular encefálico e miastenia gravis, por exemplo;
  • Distúrbios comportamentais, tais quais: autismo, bulimia, anorexia;
  • Condições e doenças sistêmicas como gravidez, pacientes irradiados em região de cabeça e pescoço, transplantados, imunossuprimidos, diabéticos etc.;
  • Deficiência mental, que é o comprometimento intelectual devido a fatores pré-natais, perinatais e pós-natais, de origem genética, ambiental ou desconhecida;
  • Distúrbios sensoriais como a deficiência auditiva e visual;
  • Transtornos psiquiátricos, entre eles: depressão, esquizofrenia, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade;
  • Doenças infectocontagiosas: pacientes HIV positivo, hepatites virais, tuberculose etc.;
  • Síndromes e deformidades craniofaciais, como a Síndrome de Down.


Pacientes especiais estão mais sujeitos a danos orgânicos, devido às más condições de saúde bucal, até mesmo por conta de, em alguns casos, sua inabilidade motora fazer com que ele dependa de outros para realizar certas atividades.

Só é possível melhorar a sua condição bucal conhecendo a fundo as limitações deste paciente, para que se possa orientá-lo ou orientar seu responsável direto. O vínculo criado entre o cirurgião-dentista, paciente e a família é fundamental para viabilizar o sucesso do tratamento e a satisfação e bem-estar do paciente.

A falta de preparo técnico do dentista quando se depara com esses pacientes pode dificultar o tratamento e ser insuficiente, quanto a correta orientação de higiene bucal aos pais e responsáveis por estes pacientes. Portanto, é evidente que, antes mesmo de iniciar o tratamento e o atendimento, é essencial ao profissional ter uma visão ampla e completa do paciente especial, reconhecer a etiologia das deficiências para, assim, proporcionar a ele dignidade e melhor qualidade de vida, além, claro, de resolver suas questões odontológicas.

REFERÊNCIAS: Ana Paula Paiva de Andrade; Adriana Silveira de Lima Eleutéio. Patients with special needs: dental approach and general anesthesia. Rev. Bras. Odontol. vol.72 no.1-2 Rio de Janeiro Jan./Jun. 2015.



30 de Abril de 2020


Botox como tratamento odontológico: tudo o que você precisa saber

O que é a toxina botulínica?

A toxina botulínica, que deu origem ao tratamento de Botox, é produzida pelo bacilo anaeróbio Clostridium botulinum, que foi introduzida na área médica para o controle e tratamento do estrabismo. Somente muito tempo depois é que se permitiu o seu uso para outras finalidades, incluindo a Odontologia. Trata-se de uma proteína causadora do botulismo. No entanto, seu uso médico pode proporcionar melhorias na qualidade de vida dos pacientes, uma vez que pode ser aplicada no tratamento das desordens dolorosas crônicas, tais quais bruxismo, cefaleia, sorriso gengival, distúrbios temporomandibulares, sialorreia, entre outros tratamentos.

Como age a toxina botulínica?

Há sete formas distintas de neurotoxina produzidas pelo Clostridium botulinum, que vão do tipo A ao G. Cada uma delas apresenta uma toxicidade específica, diferentes tempos de persistência nas células nervosas e diferentes potenciais, mas seu princípio fundamental é a inibição da liberação de acetilcolina, causando efeito paralisante e o enfraquecimento temporário da atividade muscular, reduzindo o tônus (contração) muscular. "Botox" é o nome comercial da toxina botulínica do tipo A.

O mecanismo de ação da neurotoxina do tipo A mais comumente mencionado é determinado pela alta afinidade sobre as sinapses colinérgicas, o que bloqueia a liberação da acetilcolina nas terminações dos neurônios motores Alfa e Gama. Assim sendo, ocorre a estagnação da contração muscular no local de aplicação, o que resulta no relaxamento e alívio da tensão muscular. A duração do efeito é de 4 a 6 meses, pois depois deste período, formam-se novos receptores acetilcolina e a função muscular é reestabelecida.

Sabe-se, também, que a toxina possui quatro possíveis modos de atuação na interrupção dos sinais dolorosos: através da normalização da hiperatividade muscular; pela normalização da excessiva atividade do fuso muscular; pelo fluxo neuronal retrógrado para o SNC; pela inibição da liberação dos neuropeptídeos pelo nociceptor, tanto no tecido periférico como no sistema nervoso central.

Quais são as indicações do Botox na Odontologia?

O Botox possui diversas aplicações e atualmente tem ganhado grande destaque na área estética, sendo geralmente utilizado em casos de:

  • Sorriso gengival;
  • Assimetria do sorriso;
  • Bruxismo ou briquismo;
  • Hipertrofia do masseter;
  • Redução de forças musculares após reabilitação com implantes dentários;
  • Sialorreia;
  • Disfunções da ATM;
  • Distonia: uma condição que provoca espasmos localizados na região inferior da face.


Quanto tempo dura o efeito da toxina botulínica?

A duração do tratamento varia conforme cada caso e cada paciente individualmente, mas sabe-se que quanto maior a atividade muscular, menor o tempo de duração do efeito. O início da ação da toxina pode ser observado depois de 3 a 7 dias da aplicação e sua duração costuma variar entre 4 a 6 meses.

Possui contraindicações?

Este tratamento, assim como qualquer outro, possui algumas contraindicações que devem ser observadas e avaliadas pelo cirurgião-dentista durante a avaliação e exame clínico, dentre elas: gestantes e lactantes, pacientes com hipersensibilidade a toxina botulínica, lactose e albumina, e portadores de doenças neuromusculares e autoimunes.

Sempre atenta às demandas da Odontologia nacional, a ABO conta com diversos cursos que visam aprimorar os conhecimentos e técnicas dos cirurgiões-dentistas. Por isso, elaboramos um curso sobre Toxina Botulínica, para que o profissional possa tratar de maneira eficiente as disfunções orofaciais com a Toxina Botulínica tipo A, obtendo excelentes resultados e a satisfação de seus pacientes.

O conteúdo aborda os assuntos: bruxismo, briquismo, DTM, sorriso gengival, cefaleia, dor orofacial, flacidez e rugas no pescoço, ronco e apneia, sialorreia, paralisia facial e muito mais.

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REFERÊNCIAS: Garbin et al. Clin. Res. V.27,n.2,pp.116-122 (Jun - Ago 2019).



30 de Abril de 2020


Venopunção e PRF facial, como funcionam?

O uso do PRF (plasma rico em fibrina) na Odontologia

Um dos maiores desafios na investigação clínica tem como objetivo o desenvolvimento de aditivos cirúrgicos bioativos que auxiliem a regulação da inflamação e aumentem a velocidade do processo de cicatrização, promovendo hemostasia. A evolução das pesquisas passa primeiro pela divulgação do plasma rico em plaquetas (PRP), seguido do desenvolvimento da segunda geração de concentrado de plaquetas, o PRF.

O PRF é, portanto, o plasma rico em fibrina ou a segunda geração de concentrado plaquetário, que foi desenvolvida por Choukroun, para ser utilizado na implantodontia e na cirurgia bucomaxilofacial. Suas aplicações, porém, são vastas na Odontologia, sendo utilizado em: aumento de tecidos ósseos, levantamento de seio maxilar, enxerto em alvéolos, cirurgias periodontais estéticas, entre outros tratamentos.

É considerado de segunda geração porque é um concentrado de plaquetas que não possui anticoagulantes ou agente gelificante e é obtido a partir de uma amostra de sangue do próprio paciente, a venopunção. Depois, a amostra é submetida a um procedimento específico de centrifugação do qual resulta uma membrana de fibrina, rica em leucócitos e fatores de crescimento, estimulando o crescimento ósseo e de tecidos moles. É passível de proliferação e migração celular, bem como angiogênese. O resultado dessa técnica é o bioativo mais natural atualmente disponível.

O PRF regula a inflamação, estimula o processo imunitário da quimiotaxia e, exatamente por ser um material autólogo, elimina quaisquer riscos de transmissão de doenças. Além disso, possui função protetora dos locais cirúrgicos e dos biomateriais que forem implantados. Como já mencionado, é responsável por uma perceptível redução do tempo de cicatrização nos tecidos moles, o que resulta em redução da dor pós-operatória.

O que diz a legislação?

O CFO autoriza a utilização de Plasma Rico em Plaquetas (PRP) e Plasma Rico em Fibrina (PRF) em procedimentos odontológicos desde que a doação seja autóloga e a manipulação do sangue, seja executada em centro cirúrgico ou consultório odontológico por cirurgião-dentista devidamente capacitado. O profissional que fizer anúncio do uso dos hemocomponentes como sendo o mesmo que o tratamento com células-tronco cometerá infração ética, sujeita as punições e sanções previstas no Código.

Venopunção: o que é e como é realizada?

A venopunção é a coleta do sangue em sistema fechado (a vácuo), garantindo a esterilidade do sangue coletado, para obtenção do PRP e da fibrina rica em plaquetas (PRF). É uma técnica segura que reduz o risco de exposição do tecido sanguíneo e proporciona a coleta de um volume considerável em uma única venopunção.

O que é mesoterapia com PRF?

É um procedimento que utiliza os fatores de crescimento do sangue, que são coletados através da venopunção dentro do consultório, em que a amostra coletada é centrifugada. Desta centrifugação se obtém um concentrado de fatores de crescimento que irão hidratar e estimular a produção de colágeno.

Os fatores de crescimento são injetados na pele da face através de microagulhas, o procedimento pode ser feito com ou sem anestésico e costuma ser indolor. Não apresenta efeitos colaterais, pois os produtos utilizados na aplicação são naturais do próprio organismo do paciente. Apresenta excelentes resultados, dando tonicidade, vitalidade e hidratação, além de deixar a pele com uma aparência mais jovem.

Quais as indicações?

  • Rejuvenescimento da face;
  • Cicatrizes de acne e outras;
  • Hidratação profunda da pele;
  • Manchas do sol e outros fatores externos.


A ABO Sorocaba, ciente da crescente demanda por tratamentos estéticos em Odontologia, possui diversos cursos na área. Dentre eles, Habilitação em Venopunção e Obtenção de PRF Facial para Aplicação em Mesoterapia e Microagulhamento, cujo objetivo é habilitar o cirurgião-dentista para o uso da técnica de Fibrina Rica Plaquetas e Venopunção nos diversos procedimentos estéticos.

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30 de Abril de 2020


Fios de sustentação: a inovação estética da Odontologia

Com o passar dos anos, nossa pele fica mais fina e perdemos gordura em alguns locais do rosto. Esta redução geralmente ocorre pela degradação de colágeno, por conta da diminuição de sua produção e pela oxidação da pele. Visando minimizar estes danos e sanar este desconforto estético, alguns procedimentos são empregados.

O interesse por tratamentos minimamente invasivos cresceu de forma exponencial nos últimos anos. Dentre estes tratamentos, podemos citar os fios de sustentação, que possuem menor risco de complicações, mínimo tempo de afastamento das atividades laborais e são eficientes para corrigir a ptose e as rítides, características do envelhecimento.

O que é a colocação de fios de sustentação?

É um procedimento que envolve a passagem de suturas sob a pele da face e do pescoço para compensar a queda e a flacidez dos tecidos. A forma como o procedimento é realizado evita grandes incisões e reduz o tempo de recuperação.

Em relação às outras técnicas, seu principal diferencial é a capacidade de ancoragem, tração e a possibilidade de o fio ser reabsorvível. O efeito é imediato, eficaz e duradouro, também quando comparado às alternativas disponíveis no mercado.

Quais os fios disponíveis?

Fios de PDO: são fios menores, feitos de polidioxanona. Estimulam a produção de colágeno e ocorre um lifting tardio, pois quando gerar a contração das fibras da pele, contrai também a pele. Possui efeito duradouro, é flexível, antimicrobiano e reabsorvível. Mesmo depois de absorvido, o colágeno que foi formado durante todo o tempo permanece no organismo, proporcionando assim o rejuvenescimento.

Fio polilático: composto pelo ácido homônimo, é um fio maior e mais resistente e, devido a estas características, permite a realização de um excelente lifting.

Ambos os fios são biologicamente compatíveis, não serão rejeitados pelo organismo e não migram.

De que forma este tratamento produz resultados?

Os fios de sustentação induzem a formação de colágeno, o que proporciona o tratamento a longo prazo, possibilitando não somente o lifting facial, mas tratando também a flacidez, os sulcos e rugas. É através da formação de uma rede de colágeno sobre o músculo e abaixo da pele tratada, que o lifting produz seu resultado longevo, sendo responsável pela sustentação da pele.

Qual a duração do procedimento?

O tempo de duração do tratamento depende do grau de flacidez, do tipo de fio e da combinação com outros tratamentos. Geralmente, o resultado do lifting pode ser notado até cerca de dois anos e meio depois da aplicação.

Como é realizado?

O procedimento é feito sob anestesia local em consultório, a duração média é de 30 a 45 minutos e se baseia no reposicionamento da pele através da suspensão da musculatura, sendo que cada fio é colocado com uma microcânula.

Quais as indicações?

  • Reposicionamento dos tecidos, melhorando a tonicidade da pele e suavizando as marcas de expressão;
  • Correção de flacidez em região submentoniana;
  • Rejuvenescimento facial;
  • Sorriso assimétrico;
  • Ptose da pele do terço médio da face;
  • Otimização no contorno do lábio leporino;
  • Rugas (decorrentes até mesmo de bruxismo).


A partir desta técnica, a Odontologia estética entra em uma nova fase, partindo de uma abordagem moderna, focando sempre na melhoria da estética orofacial. É um procedimento simples e rápido, que pode ser combinado com outras técnicas como preenchimento com ácido hialurônico, gerando inúmeros benefícios para o paciente.

Através do nosso curso de Preenchimento Facial + Fios de Dermossustentação – PRF – FACIAL, você aprenderá o correto uso destas técnicas conforme o CFO pela resolução 146/2014. O conteúdo programático abrange: anatomia facial, assimetria de lábio, técnicas de aplicação, preenchimentos avançados e muito mais.

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30 de Abril de 2020


Global Smile Designer: entenda o que é e por que utilizar

O que é GSD?

GSD (Global Smile Designer) é o planejamento reverso digital. Trata-se de uma maneira moderna e eficiente de prever como a prótese dentária vai se comportar na arcada dentária do paciente.

Esse planejamento é feito de acordo com as tecnologias e softwares disponíveis atualmente no mercado, garantindo maior previsibilidade e segurança nos tratamentos ofertados. Através desta tecnologia, é possível ao profissional, em caso de dúvidas, simular e treinar as situações em tecnologia 3D.

Considerando o impacto que a previsibilidade pode ter para um tratamento odontológico, determinando seus rumos, assim como a aceitação ou não do paciente frente a determinada proposta, o planejamento reverso digital é uma etapa essencial para o sucesso de uma reabilitação oral. A partir dele, é possível prever qual tipo de prótese será usada, se vai ser necessário desgastar o dente mais próximo, entre outras situações.

Quais as etapas do GSD?

Para o planejamento reverso digital em um paciente cujo objetivo final é a colocação de implantes, por exemplo, as etapas seriam as seguintes:

Anamnese: etapa obrigatória que inclui o histórico do paciente, situação e queixa atual, expectativas, patologias, medicamentos utilizados, assim como a análise de radiografias ou tomografias.

Exame intraoral: fundamental a qualquer tratamento odontológico, aqui pode-se obter informações como: volume ósseo para reabilitação oral e a distância biológica entre os tecidos moles acima da crista óssea, além de avaliar aspectos oclusais.

Exame extraoral: aqui se pode observar o perfil e a condição do paciente, como também as alterações musculares e mandibulares.

Escaneamento: o escaneamento digital é uma etapa importante, pois a partir dele é possível obter imagens fidedignas da arcada do paciente. Além de tudo, as imagens podem ser ampliadas, gerando detalhes essenciais. A tomada de fotos também é muito importante para o planejamento.

Simulação virtual: é a etapa diferencial, aqui o tratamento se difere completamente do tratamento convencional. A partir do planejamento digital é possível simular a dinâmica e os resultados do tratamento. Depois da simulação, o tratamento segue para que a técnica de implante seja executada, a partir do uso de um guia cirúrgico.  

E quais as vantagens?

Aumento da precisão: o planejamento reverso digital permite ao profissional conhecer a precisão de desgaste a ser feito ou o tamanho e posicionamento de um implante para aquele caso específico, individualizando e respeitando as particularidades de cada paciente.

Previsibilidade: através do planejamento reverso digital é possível confeccionar um mock-up que simula a movimentação dentária pós-cirurgia, por exemplo.

Segurança: um tratamento mais preciso e mais previsível é, portanto, um tratamento mais seguro, pois reduz drasticamente as possibilidades de erro durante o procedimento. Além disso, por tornar possível a simulação, traz mais confiança ao profissional que executa a técnica.

Satisfação para o paciente: com o planejamento digital, o paciente pode visualizar o resultado com antecedência, o que faz com que suas expectativas se adequem à realidade. Se sua expectativa estiver de acordo com o resultado obtido, a satisfação estética é maior.

Rapidez: é possível obter muito mais agilidade no tratamento com o planejamento reverso digital, considerando também os sistemas envolvidos durante as etapas, como escaneamento e CAD/CAM.

Guia cirúrgico: a confecção do guia cirúrgico é uma ferramenta essencial, que pode viabilizar um melhor acesso e melhor visão do campo operatório, beneficiando o ato cirúrgico como um todo.

A ABO Sorocaba possui um curso exclusivo sobre Global Smile Designer. Nele, você poderá se capacitar e compreender mais sobre a novidade que está revolucionando a Odontologia, proporcionando maior comunicação entre dentistas, técnicos e pacientes, fazendo com que os procedimentos sejam mais simples e previsíveis. Você aprenderá:

  • Introdução ao Global Smile Designer: Histórico, Conceito, Evolução;
  • Protocolo Introdução ao Global Smile Designer;
  • Desenhos do Sorriso (biblioteca digital);
  • Introdução ao Global Smile Designer passo a passo;
  • Mock-up - tomada de foto;
  • Apresentação para o paciente e muito mais.


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30 de Abril de 2020


Dentística restauradora: por que me atualizar?

A Odontologia é uma área que vive constantes transformações, com o objetivo de aprimorar cada vez mais a qualidade técnica dos trabalhos e, por consequência, obter resultados mais satisfatórios que determinam o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes.

Hoje em dia nos deparamos diariamente com um grande fluxo de informações, fruto do processo de globalização que se expande desde a década de 1980. Com o avanço da tecnologia e dos meios de comunicação, a informação que demorava meses para ser transmitida, chega até nós em questão de segundos, através do toque em um smartphone. Isso demonstra como a dinâmica da vida moderna se alterou e como exige de nós, profissionais, mudanças que acompanhem esse ritmo e atendam às demandas populacionais.

A Odontologia não foge a essa regra, qualquer dentista que pretende manter-se estático depois de formado, sem atualizações e especializações, tende ao declínio. A demanda por profissionais cada vez mais preparados e qualificados se tornou imprescindível. Portanto, é necessário se atualizar sempre, adquirindo os conhecimentos mais recentes e promissores na área em que você quer continuar a crescer.

Além do avanço tecnológico notável nos procedimentos odontológicos, observa-se um crescente aumento nas buscas por tratamentos estéticos nos consultórios. A Sociedade Brasileira de Odontologia e Estética (SBOE) indica um crescimento de 300% nos últimos anos.

Isso pode ter uma influência do aumento na expectativa de vida, do maior acesso das pessoas as redes sociais, o que sugere que elas tenham agora mais referências e inspirações para solicitar e exigir melhores resultados em seus tratamentos estéticos. Seja qual for o motivo, a busca por esses tratamentos cresceu e não foi pouco.

Sabemos que a Dentística é a área responsável por tratar da estética na Odontologia, promovendo a manutenção, a restauração e a estética do sorriso. A Dentística foi reconhecida como especialidade odontológica pelo CFO na década de 1970, sob o nome de “Dentística Restauradora”.

Além da maior demanda pelos procedimentos, o número de profissionais interessados em trabalhar com essa especialidade também cresceu. Assim, os conhecimentos e técnicas da área da Dentística vêm se desenvolvendo cada vez mais. As clínicas e consultórios procuram por profissionais com nível de qualidade acima da média, os planos odontológicos agora exigem título de especialista e, infelizmente, a graduação não contempla algumas áreas, o que faz com que o aluno precise buscar o aperfeiçoamento através de cursos e especializações.

Mas por que fazer um curso de atualização em Dentística? Quais as vantagens?  

Ciente de que os pacientes se tornam cada dia mais exigentes quando o assunto é a aparência de seus dentes, se manter sempre atualizado e adquirir as competências técnicas para tratá-los é garantir que a experiência de tratamento destes pacientes esteja também aliada à qualidade de saúde bucal.

Não basta apenas acreditar que o conhecimento que foi adquirido durante a graduação será suficiente para tratar de seus pacientes pelo restante de sua vida profissional. A Odontologia avança e a tecnologia também. Estar por dentro de todos os principais lançamentos nesta área, quais suas aplicações e seus usos, para quem são indicados ou quando o seu uso é restrito, são informações essenciais, que apenas um profissional atualizado terá discernimento para aplicar em sua rotina clínica.

A ABO Sorocaba possui um curso que atende às suas necessidades, “Atualização em dentística restauradora”. Nele, você poderá rever e se atualizar quanto a diversos conteúdos, entre eles:

  • Princípios fundamentais em estética para restaurações com resina composta em dentes anteriores e posteriores;
  • Reprodução da anatomia oclusal em molares e pré-molares;
  • Utilização de guias para execução das restaurações e confecção de mock-ups;
  • Técnicas de estratificação de resinas compostas baseadas nas suas propriedades ópticas;
  • Propriedades ópticas dos dentes e dos materiais restauradores;
  • Facetas de porcelana;
  • Técnicas para fechamento de diastemas e muito mais.


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15 de Abril de 2020


Cirurgião-dentista: saiba como alavancar seu negócio em momentos de crise

Momentos de crise, que afetam a economia mundial, costumam surgir inesperadamente, gerando incertezas e medo. Dentistas que atendem, exercem atividades clínicas em seus consultórios estão hoje impossibilitados de manter suas rotinas, atender seus pacientes e movimentar seus negócios, o que faz deste um momento rodeado de incertezas. Para superá-lo, é necessário enxergar além, encontrar soluções em meio às dificuldades. Embora pareça difícil, não é uma tarefa impossível. Elaboramos algumas dicas para você propulsionar o negócio durantes os momentos de crise, como a quarentena que vivemos. Veja logo a seguir.

Toda crise esconde uma oportunidade, você pode encontrá-la!

1 - Esteja presente: é evidente que, fisicamente, devemos todos nos manter afastados neste momento, porém, podemos usufruir de todos os benefícios que a tecnologia nos proporciona, sendo presentes digitalmente. Como profissionais da área da saúde, somos referência e muitos podem nos procurar para obter ou mesmo validar informações. É necessário que estejamos bem informados, por meio de fontes oficiais e confiáveis, para que possamos repassar informações de qualidade àqueles que nos cercam. O profissional que conseguir, em meio a este momento tão delicado, manter-se presente na vida das pessoas certamente será aquele que, em uma futura compra ou necessidade de serviço, será escolhido pelo cliente para atendê-lo.

2 - Construa e solidifique o relacionamento com seus futuros clientes: um momento de crise exige soluções rápidas, ao mesmo tempo em que exige calma. Aproveite para estreitar os laços com seus clientes e futuros clientes, aproveite os canais de comunicação e as redes sociais para aprofundar a comunicação, levar informação e despertar o interesse do seu público. Provavelmente, este não é o momento ideal para vendas, portanto, canalize seus esforços para criar conteúdos e atrair pessoas que não estão momentaneamente interessadas no seu negócio, mas que futuramente irão se beneficiar dos seus serviços. Assim, você poderá, num futuro breve, desfrutar de uma posição favorável e benéfica.

3 - Faça uso do ócio criativo: utilize este tempo extra para aprimorar seus conhecimentos, aprender e solidificar suas qualificações. Diversas instituições e plataformas estão disponibilizando seus conteúdos on-line gratuitamente. Este é o momento ideal para se capacitar e, em breve, estar na frente.

4 - Aproveite as ferramentas de marketing digital: use este momento para aumentar a sua exposição e consolidar o seu relacionamento. Entenda qual o seu público-alvo, qual a sua motivação, seus interesses, crie conteúdo que sane as necessidades dele. Distribua os conteúdos que pretende disponibilizar por meio de um calendário, planeje-se, organize-se. A organização é fundamental. A tecnologia está a sua disposição, use-a, beneficie-se deste momento em que a maioria das pessoas está em casa, com mais acesso à internet.

5 - Construa uma rede do bem: este é um bom momento pra aprimorar sua relação com fornecedores e parceiros. Aproveite as redes sociais, ferramentas como WhatsApp, Telegram, Skype para trocar conhecimentos, planejar e adiantar trabalhos, além de negociar pagamentos pendentes, beneficiando todos os elos do seu fluxo de trabalho. O mais importante agora é ser transparente, pois assim você diminui os prejuízos e ameniza a insegurança do momento. Melhorando o elo com seus parceiros e mantendo bons relacionamentos, você favorece o fluxo de trabalho neste momento e, também, quando a demanda aumentar e tudo voltar à normalidade. A confiança entre todos aumenta e será possível reconhecer a responsabilidade e o profissionalismo, o que fará toda a diferença quando for necessário reestruturar a equipe e voltar ao trabalho.

Encontre a oportunidade que se esconde em meio a esta crise, elabore seus objetivos e trace metas para cumpri-los. Seja um profissional presente por meio das mídias e redes sociais. Assim, durante e após este momento de turbulência, você certamente terá bons resultados.



15 de Abril de 2020


Dentista, como gerenciar este momento de crise?

Saiba como se manter próximo a seus pacientes neste momento tão delicado, sendo atento e responsável às suas demandas.

Em um momento tão promissor para a Odontologia, todos dedicados, diversas tecnologias sendo inseridas no setor e apresentando resultados, fomos assolados pela crise. O responsável: coronavírus. Um vírus que surgiu, silencioso, fazendo com que muitos duvidassem da sua capacidade de se alastrar e modificar por completo nossas rotinas. Em alguns meses, estávamos todos incrédulos, atentos aos telejornais na tentativa de aprender e entender como lidar com a covid-19.

Numa tentativa de conter a pandemia, evitar novos contágios e reduzir a tão mencionada curva de crescimento da doença entramos em quarentena. Todos os estabelecimentos de serviços não essenciais tiveram que fechar suas portas, inclusive nós, dentistas.

Preocupados, muitos ficaram desesperançosos quanto ao futuro da economia e à própria subsistência, mas, acredite, é possível ressignificar este momento como um propulsor para os dias que virão. Como? Veja abaixo algumas dicas que listamos para você gerenciar a crise neste momento de quarentena.

Gerenciando a crise

Nós, cirurgiões-dentistas, dedicados à atividade clínica diária, estamos impossibilitados de trabalhar remotamente pela própria natureza do trabalho, evidentemente, porém, há condutas que podem ser adotadas para amenizar o impacto desta inatividade transitória:

1 - Comunique-se com seus clientes: seja proativo, utilize seus canais de comunicação para informar seus clientes, destacando o que for importante. Utilize-se dos meios disponíveis, e-mail, Facebook, Instagram, WhatsApp. Informe quais medidas de segurança e higiene você tem tomado para preservar a segurança de todos e seguir as recomendações exigidas pelas autoridades. Se tiver que informar sobre cancelamentos, reembolsos, mudanças de agenda, seja claro.

2 - Esteja sempre bem informado: enquanto profissional da área da saúde, você é um referencial para aqueles que o conhecem, inclusive seus pacientes. Eles podem procurar, em você e em suas redes sociais, uma fonte segura de informação. Portanto, mantenha-se sempre bem informado, utilize canais e fontes seguras de informação, como a OMS e as autoridades de saúde responsáveis por divulgar os dados oficiais da pandemia. Não divulgue informações incertas. Além disso, estar bem informado é fundamental para você responder rapidamente às mudanças que podem afetar você e seu negócio.

3 - Crie e difunda uma imagem de profissionalismo e respeito: aproveite o momento, a adversidade, para aperfeiçoar a sua imagem enquanto profissional. Responda aos seus clientes de maneira eficiente e resolutiva, forneça as informações necessárias e os recursos disponíveis para atender às demandas solicitadas. Seja ágil e transparente. Portanto, pense nas possíveis situações que terá de enfrentar e como lidar com elas – cancelamentos, reagendamentos, atendimentos emergenciais, reembolsos. É necessário se preparar para atender a todas essas demandas, construindo assim uma imagem sólida perante seus clientes, pela responsabilidade e habilidade de resolver problemas em tempos de crise.

4 - Explore as redes sociais e canais alternativos: existem diversas maneiras de facilitar o acesso de seus clientes às suas informações, mesmo quando forem relacionadas a cancelamentos, adiamentos, etc. Você pode fazer uso de lives no Instagram para divulgar informações, por exemplo, ou utilizar plataformas EAD para consultas de acompanhamento e transmissão de informações úteis.

5 - Reforce as medidas de prevenção: o combate à pandemia é uma obrigação de todos nós. Reforce e divulgue, sempre que possível, as medidas de prevenção. Somente assim poderemos diminuir a propagação do vírus, controlar a pandemia e voltar, quanto antes, às nossas rotinas, restabelecendo o equilíbrio e a normalidade.

Aproveite a oportunidade para estreitar os laços com seus pacientes, sendo responsável e ágil em responder e tratar as suas demandas. Neste momento de insegurança, encontrar um profissional disposto a atender às nossas solicitações e passível de confiança pode ser um diferencial que evidenciará o seu profissionalismo, fidelizando um paciente.



19 de Março de 2020


Tratamento endodôntico odontopediátrico: otimize-o!

Muitas vezes, o sucesso do tratamento endodôntico não é alcançado por conta do comportamento das crianças e pela anatomia dos dentes decíduos. A organização da bancada é um item fundamental para agilizar o tratamento, mas não é o único.

O primeiro passo, sem dúvida, é a realização de uma anamnese completa. Idade, condições sistêmicas, uso de medicamentos e sintomatologia devem estar documentados. No exame é interessante atentar no grau de saúde pulpar, presença de inflamação ou necrose da polpa, além de saber a cronologia dos dentes. Depois, realizar o capeamento pulpar, pulpotomia e exérese total da polpa, da coroa e da porção radicular e por fim, se preciso, a exodontia do elemento dentário.

Na radiografia é fundamental notar quão próximo o tecido cariado está da polpa, observando a presença de rarefação óssea em região de furca e a reabsorção radicular. Além disso é fundamental avaliar no exame se a cripta do germe do dente permanente está rompida e o estágio de desenvolvimento dele.

É bom sempre salientar que o teste de vitalidade nos decíduos precisa ser evitado, uma vez que a criança dificilmente cooperaria, mais um motivo para a avaliação detalhada dos exames radiográficos e clínicos intra e extraorais.

Para o acesso endodôntico é preciso sempre recordar que os decíduos são bem menores que os permanentes e, por isso, as camadas de esmalte e dentina também o são, o que gera mais chance de exposição pulpar. Em caso de exposição acidental, indica-se a realização de uma curetagem do dente quando assintomático e com proteção pulpar direta, além de acompanhamento radiográfico. Já em dentes sem alterações radiculares, com presença de polpa vital, sem infecção e com a cripta do germe integra, a pulpotomia é a técnica eleita.

Dessa forma, lembrando-se das dicas que elencamos e possuindo uma boa especialização, o tratamento terá resultados incríveis. Apesar de existirem inúmeras técnicas de tratamento para dentes permanentes, muitas vezes elas não são efetivas à primeira dentição, por isso, manter-se atualizado é fundamental.

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Fonte: https://blog.dentalcremer.com.br/6-dicas-para-polimento-perfeito-em-resina-composta/
https://www.3m.com.br/3M/pt_BR/odontologia/newsletter/artigos/?storyid=4fc2826c-dbdd-45b3-ab30-98f4cad85583



19 de Março de 2020


Realize polimentos incríveis com essas dicas

O polimento é uma das fases mais importantes para garantir o sucesso restaurador. Bem realizado, pode garantir durabilidade e estética ao trabalho. Todos sabemos que, sem essa fase, a restauração pode apresentar rugosidade superficial, o que facilita a adesão das bactérias, incorporação de pigmentos e menor longevidade. Então, para que essa fase tenha efetividade, elencamos alguns cuidados:

1- Garanta que a resina composta alcance o máximo de polimerização possível. Uma resina mal polimerizada é incapaz de manter um polimento adequado.
2- Evite usar pontas diamantadas no acabamento. As pontas diamantadas podem causar riscos profundos e irreversíveis na restauração, o que afetará o polimento. Em substituição a elas, sugere-se o uso de brocas laminadas ou discos que contêm abrasivo.
3- Use borrachas em até 10.000 rpm. Lembre-se de que o que faz o polimento é o atrito das partículas abrasivas no material, não a pressão da borracha sobre a superfície.
4- A água é fundamental! Quando o polimento é realizado sem umidade, a borracha superaquece, atrapalhando o resultado final da restauração.
5- O tempo mínimo de 40 minutos para cada face do dente é indispensável para que a restauração esteja lisa e para evitar o acúmulo de bactérias ou, ainda, sem a lisura precisa, ela pode ficar manchada, portanto, gaste muito tempo nessa etapa.
6- Prefira escovas macias ou sem feltros abrasivos: as borrachas já são abrasivas o suficiente.

Não é apenas a anatomia perfeita que nos preocupa, a fase final bem realizada também é fundamental para o sucesso restaurador. Dessa forma, seguindo todas essas dicas e realizando todos os procedimentos prévios corretamente, como isolamento absoluto, preparo cavitário, aplicação de ácido e adesivo, além da fotoativação, verificaremos que os trabalhos apresentarão muito mais eficiência e longevidade.

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Fonte: https://blog.dentalcremer.com.br/6-dicas-para-polimento-perfeito-em-resina-composta/
https://www.3m.com.br/3M/pt_BR/odontologia/newsletter/artigos/?storyid=4fc2826c-dbdd-45b3-ab30-98f4cad85583



19 de Março de 2020


Pacientes periodontais submetidos à cirurgia bariátrica

A obesidade é um problema grave de saúde que preocupa o mundo inteiro. É uma doença complexa e multifatorial causada pelo acúmulo de gordura no organismo, podendo desencadear diabetes do tipo 2, hipertensão, estase venosa, entre outras doenças sistêmicas relacionadas ao aumento de peso, além da relação entre obesidade e a presença de doenças orais, como a periodontite.  

Segundo alguns estudos, a obesidade diminui a resistência imunológica do indivíduo, tornando-o suscetível à doença periodontal e à liberação de citocinas pró-inflamatórias. Dados do Ministério da Saúde afirmam que a obesidade cresceu 60% em dez anos, apresentando aumento de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016.

Muitas vezes, dietas controladas e medicamentos não são suficientes para o tratamento de pacientes com obesidade mórbida, sendo necessária a cirurgia bariátrica. Durante os primeiros meses que sucedem a cirurgia, o paciente passa por períodos críticos, com fatores psicológicos afetados, má nutrição, náuseas, anemias, vômitos, além de impactos na saúde oral, como o desenvolvimento de doença periodontal. As alterações periodontais são causadas principalmente por mudanças alimentares, fatores psicológicos e questões fisiológicas.

Passada a cirurgia e o tempo de adaptação, o paciente tem melhoras significativas na qualidade de vida, em aspectos físicos e mentais; nesse sentido seria esperado que os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica tivessem melhora na condição periodontal, no entanto, isso não ocorre. Em estudos realizados, os autores descreveram que há um desenvolvimento de

doenças ósseas que acometem os pacientes que passaram pela cirurgia. A osteoporose pode influenciar diretamente a perda óssea na periodontite crônica e agir como cofator nos ossos alveolares, além de que a deficiência nutricional associada à redução de vitaminas B e D, ferro, fosfato e cálcio, além do aumento das alimentações pastosas que se acumulam mais facilmente às superfícies dentária e gengival, podem contribuir diretamente com o aumento de bactérias patogênicas orais. Com o passar do tempo, as condições periodontais voltam a se normalizar.

Um cirurgião-dentista deve estar preparado para a abordagem de pacientes obesos, independente da especialidade, por conta da importância do acompanhando em todas as etapas da cirurgia, pré e pós-operação, com o intuito de diminuir a probabilidade de danos ao periodonto. Orientá-los é preciso.

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19 de Março de 2020


Técnicas minimamente invasivas: Implantodontia e Periodontia

As complicações pós-operatórias são uma preocupação comum nas áreas da medicina, por isso todos os dias as ideias de diminuição de procedimentos invasivos estão sendo estudadas e desenvolvidas. Na Odontologia isso não é diferente, existem diversas técnicas e procedimentos minimamente invasivos sendo executados. Os primeiros foram descritos na década de 1990 e desde então diversos estudos sobre o assunto foram e são publicados. Cirurgias minimamente invasivas incluem diversos benefícios aos pacientes como redução do trauma cirúrgico, aumento da estabilidade do retalho, redução do tempo de cirurgia, menos desconfortos durante e após a operação, além de proporcionar menor morbidade e rápida cicatrização. A Implantodontia e a Periodontia são bons exemplos de áreas preocupadas com essas condições mais conservadoras. Veja a seguir.

Implantodontia minimamente invasiva
A Implantodontia é um exemplo dentro da Odontologia da aplicação das cirurgias minimamente invasivas: abordagem de cirurgias sem retalhos, uso de prototipagem ou guias estereolitográficos ou fabricados por sinterização seletiva a laser, além dos implantes imediatos pós-extração. Conhecer cada biótipo periodontal permite ao profissional ajustar suas abordagens e sequências de tratamento, desde a extração dental até a restauração final e, dessa forma, obter resultados estéticos excelentes.

Cirurgias periodontais minimamente invasivas
Hoje em dia, o uso de microinstrumentos e de magnificação oferece às cirurgias periodontais diversos benefícios, como menor trauma dos tecidos, resultando em menor tempo de cicatrização, com a chance de regeneração, e sem formação de fibroses, além de maior previsibilidade para a operação. Esses benefícios, além de possibilitar uma manutenção em longo

prazo, refletem-se diretamente na aceitação pela cirurgia dos pacientes. Mas, antes de tudo, é preciso um bom treinamento profissional em laboratório para que o dentista possa se familiarizar com a magnificação, grandes quantidades de detalhes e com o trabalho utilizando ambas as mãos. As microcirurgias plásticas de recobrimento radicular estão se destacando nos últimos anos por devolverem ao tecido original a região do limite amelocementário, afetada pela recessão de tecido marginal. Procedimentos minimamente invasivos são excelentes alternativas para o sucesso do tratamento. Pacientes mais satisfeitos, com menos dor e com mais estética.

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Fonte: http://www.revistasobrape.com.br/arquivos/dez_2011/artigo5.pdf
http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?pid=S0004-52762014000400002&script=sci_arttext&tlng=pt



31 de Janeiro de 2020


Preenchedores faciais: quais as aplicações na Odontologia?

A harmonização orofacial é uma das áreas mais recentes da Odontologia, sendo a última especialização agregada ao rol de cursos de pós-graduação.

Muitos dentistas se perguntam se estão aptos a aplicar as técnicas no rosto do paciente. A área de atuação do cirurgião-dentista abrange desde o osso hioide até o limite do ponto násio (ossos próprios do nariz) e anteriormente ao tragus. Para os procedimentos não cirúrgicos com fins estéticos, sua amplitude inclui também o terço superior da face.  

Uma das principais substâncias preenchedoras é o ácido hialurônico, que é um componente da matriz extracelular e possui diversas funções, como mostram as evidências científicas:

- Aumento da atividade das células mesenquimais;
- Estímulo da migração e diferenciação das células mesenquimais e musculares;
- Papel na morfogênese, migração e diferenciação celular;
- Ajuda na cicatrização.


Outra substância bastante usada é o PMMA, que é um polímero apresentado na forma de microesferas de 40 a 60 mm que ficam em um meio líquido que pode ser colágeno, aproteico ou cristaloide. Existem diversas concentrações do produto no mercado, como 2%, 10% e 30%, que pode ser aplicado em rugas, cicatrizes e defeitos da pele. Vem sendo usado há quase 25 anos não só no preenchimento, mas também na melhoria da pele, pois também causa um estímulo no tecido.  

A alta presença na mídia tem aumentado a demanda de pacientes para esse tipo de tratamento.

Embora muito seguros e com raras complicações, o profissional deve estar preparado para aprender a lidar com os efeitos adversos imediatos decorrentes da aplicação do ácido hialurônico – eritema, sangramentos ou sinais observados um pouco mais tarde, como a nodulação. Os efeitos adversos do PMMA podem envolver reações inflamatórias crônicas, dor, infecções, presença de nódulos, enrijecimento da região, rejeição do organismo e até necrose do tecido, por isso é importante ter critério ao escolher o curso e sempre buscar conhecimento aprofundado na área.

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Fonte: PAPAZIAN, Marta Fernandes, et al. Principais aspectos dos preenchedores faciais. REVISTA FAIPE, 2018, 8.1: 101-116.



06 de Junho de 2019


Relação entre o bisfosfonatos e a osteonecrose do maxilar

Remédios à base de bisfosfonatos, usados no tratamento de osteoporose e em pacientes portadores de metástases tumorais, podem causar efeitos colaterais graves, como a osteonecrose dos maxilares.  

A medicação reduz a absorção óssea, estimula a atividade osteoblástica, inibe o recrutamento e promove a apoptose de osteoclastos. A relação entre o uso de bisfosfonatos e a osteonecrose dos maxilares pode ser observada principalmente em pacientes submetidos a exodontias.  

A estrutura dos bisfosfonatos é análoga ao pirofosfato, produto natural ao organismo humano. O pirofosfato, quando sofre modificação estrutural, dá origem a diferentes gerações de bisfosfonatos com diferentes níveis de atividades. A primeira geração inclui o etidronato, já a segunda os aminobifosfonatos, como alendronato e o pamidronato, e a terceira geração possui cadeia cíclica, sendo representada pelo risedronato e pelo zoledronato.  

As propriedades antirreabsortivas dos bisfosfonatos aumentam aproximadamente dez vezes entre as gerações da droga. Cerca de 50% da dose administrada se concentra em locais de mineralização óssea, permanecendo nesses locais por meses ou anos até a reabsorção.  

Bisfosfonatos reduzem a reabsorção óssea de maneira dose-dependente, principalmente ao inibir o recrutamento e promover a apoptose dos osteoclastos, além de atividade osteoblásticas.  

Os efeitos do Bisfosfonatos sobre o metabolismo ósseo, bem como a inibição de reabsorção, redução do remodelamento e incremento da mineralização, têm sido motivo de pesquisas para a implantodontia e a periodontia, mas seu uso sistêmico pode reduzir a reabsorção do osso necrótico, sendo recomendado, algumas vezes, para a redução do risco de colapso estrutural em osteonecroses.  

Estudos e leituras sobre o tema são extremamente importantes para o cirurgião-dentista, além do emprego de critérios de avaliação odontológica semelhantes àqueles aplicados a candidatos à radioterapia de cabeça e pescoço, é algo extremamente importante. Outra orientação é a realização de tratamento odontológico prévio ao tratamento com bisfosfonatos, instrução de higiene oral e um minucioso acompanhamento clínico para melhorar a qualidade de vida do paciente e prevenir a osteonecrose maxilar.  

Para estar sempre atualizado com as mais modernas técnicas, ministradas por professores com grande vivência clínica, confira nossa grade de cursos, escolha sua área e faça sua inscrição: http://www.abosorocaba.com.br/  

  Fonte: http://www1.inca.gov.br/rbc/n_52/v01/pdf/relato_caso.pdf



27 de Maio de 2019


Os avanços tecnológicos em benefício da odontologia

Hoje em dia, acompanhar os avanços técnico-científicos é fundamental e na odontologia isso não é diferente. É extremamente importante o cirurgião-dentista se atualizar frequentemente para que dessa forma possa oferecer os melhores tratamentos, com mais conforto e segurança ao paciente. Leia o blog até o fim e conheça algumas novidades do mercado.  

Moldagem digital
A moldagem digital já uma realidade em diversas clínicas e consultórios no país. É estimado que em menos de uma década a moldagem tradicional seja deixada para trás. As principais vantagens da moldagem digital estão no conforto ao paciente, na possibilidade de impressão do modelo em 3D, na possibilidade de envio via e-mail para o laboratório de prótese e na economia de tempo. Embora o custo ainda seja alto para a aquisição de um scanner é possível alugar ou fazer parcerias com laboratórios que emprestam ou alugam o equipamento.

Laser de alta potência para remoção de cáries
O laser de alta potência promete substituir o motor de alta de rotação, além de diminuir as recidivas de cáries. O tratamento é indolor e, portanto, dispensa a necessidade de anestesia. As desvantagens residem no alto custo e no tempo maior de trabalho.  

Radiografia digital
As radiografias digitais são muito eficientes nos quesitos eliminação de procedimentos para revelação, diminuição do tempo das tomadas radiográficas e a menor exposição do paciente à radiação. Além disso, há outras vantagens: a radiografia digital é simples, possui fácil manuseio, pode excluir o uso de câmaras de revelação e de materiais reveladores e fixadores (contaminantes ao meio ambiente).  

Resinas bulk fill
E por fim, entre tantas tecnologias, a resina bulk fill. Um material que propõe preencher de uma só vez cavidades de até 4 mm de profundidade. Há marcas que são indicadas para cavidades de até 5 mm. As suas vantagens são diversas, como diminuição de tempo de trabalho e preço acessível, além de poderem ser usadas para forramento de cavidades. No entanto, precisa de cuidados em cavidades classe II, para não escoar o material para regiões interdentais, além de necessitar da ação de fotopolimerizadores bem fortes, com a faixa de 800 até 1.000 W/M2 , para segurança da polimerização.  

Ficou interessado em novas tecnologias? Nossos cursos contam com um programa completo e atualizado que prepara os alunos para a excelência da prática dental, confira: http://www.abosorocaba.com.br/cursos_abo.php  

  Fonte:
https://mmo.com.br/pt-br/blog/176-as-novidades-da-odontologia-voce-esta-por-dentro



16 de Maio de 2019


Higienização correta das próteses: qual método indicar?

A mídia em geral, e principalmente as propagandas de escovas e dentifrícios, enfatiza muito a higienização dos dentes para mantê-los saudáveis. Sobre a higienização das próteses se fala pouco, dando ao usuário a sensação de que não é necessário esse cuidado, uma vez que ele não tem mais os dentes naturais para se preocupar. Assim, cabe aos profissionais o papel de orientação e motivação do paciente usuário de prótese.  

Vários métodos de higienização das próteses são relatados na literatura. Você conhece todos eles?  

Método mecânico de higienização

  O método mecânico para limpeza das próteses consiste em utilizar a escova dental tradicional ou elétrica com a adição dos agentes água, sabão neutro e dentifrício. A escovação é um método simples, barato e eficaz, por isso mais recomendado pelos dentistas. A desvantagem é que, com o tempo, esse método pode levar à abrasão das próteses confeccionadas em resina acrílica, aumentando sua rugosidade, perda de brilho e até prejudicando a sua adaptação.  

Esse método também não elimina a cândida da resina acrílica. Em casos de estomatite protética, além de limpeza e desinfecção das próteses pode ser necessária a remoção de 1 mm da superfície interna do acrílico, uma vez que o fungo pode ser capaz de penetrar as lacunas da resina. Nesse caso pode ser indicado o reembasamento da prótese  

Outro ponto importante a saber é que a escova usada para fazer a higiene da prótese deve ser diferente da utilizada na limpeza dos dentes. As escovas de próteses possuem um formato adequado, com distribuições de tufos dos dois lados da cabeça, sendo um tufo mais grosso para a escovação da parte externa e um mais comprido para a limpeza de regiões profundas da porção basal da prótese, portanto, são capazes de fazer uma limpeza mais efetiva. Além disso, possuem as cerdas mais macias, com o objetivo de manter o polimento da prótese no longo prazo.  

Métodos químicos de higienização

  Os agentes químicos usados podem ter ação detergente, bactericida e fungicida, sendo as substâncias mais usadas os hipocloritos, os peróxidos alcalinos, os ácidos diluídos, as enzimas e a clorexidina.  

O hipoclorito de sódio é bactericida e fungicida e possui a função de dissolver as mucinas e outras substâncias orgânicas. É eficiente na eliminação de biofilme, remoção de manchas e ainda evita a formação de cálculos. Pode eliminar as bactérias tanto em superfície quanto em profundidade. Essa solução pode ser aplicada em concentração de 5,25%, que é uma combinação de cloro ativo com bases fortes, ou em concentrações menores de 2%, 1% e 0,5%. O tempo de imersão varia de acordo com a concentração utilizada, em uma faixa entre 5 a 30 minutos. O uso do hipoclorito pode causar o clareamento das cores da prótese e também pode corroer metais, sendo contraindicado para as PPRs.  

Os peróxidos alcalinos possuem ação sobre os componentes orgânicos depositados nas superfícies da prótese. Também possuem ação bactericida e podem ser utilizados em próteses removíveis com ou sem estrutura metálica, mas o paciente deve ser orientado a fazer o enxágue correto, pois os resíduos podem levar à irritação dos tecidos.  

Os ácidos são normalmente soluções de acido hidroclorídrico a 5% ou associadas ao ácido fosfórico a 15%, efetivos na remoção de manchas que são resistentes à ação do hipoclorito. Os ácidos dissolvem os depósitos inorgânicos. Não são indicados para a higienização de próteses parciais removíveis tradicionais, pois podem enfraquecer a parte metálica. A manipulação dos ácidos deve ser feita com cuidado, pois eles podem causar danos aos tecidos.  

As enzimas, por sua vez, removem a placa bacteriana da prótese, atuam na quebra de mucoproteínas, glicoproteínas e mucopolissacarídeos, dispersando a matriz da placa, sendo as enzimas mais utilizadas a dextrase, a mutanase, a lipase, a amilase e a tripsina. Esse método causa menos dano ao metal da prótese e à resina em comparação aos demais limpadores químicos.  

Por último, há o gluconato de clorexidina, um antimicrobiano ativo contra os micro-organismos gram-positivos e gram-negativos, fungos, leveduras, anaeróbicos facultativos e aeróbicos. Possui a capacidade de inibir o desenvolvimento do biofilme e melhora a condição da mucosa do paciente, combatendo a estomatite protética. Em baixas concentrações, age como bacteriostático e em altas concentrações, como bactericida.  

Diante disso, o interessante é orientar o paciente a associar os métodos mecânicos e químicos a fim de obter um controle ideal do biofilme nas próteses.  

Referência
https://www5.bahiana.edu.br/index.php/odontologia/article/viewFile/683/515

LIMA BASTOS, Poliana et al. “Método de higienização em próteses dentais removíveis”. Revista Bahiana de Odontologia. Ago/2015 .  



22 de Março de 2019


Dentistas na prevenção de doenças respiratórias em idosos

O papel do dentista não é apenas promover a saúde oral, mas contribuir com o bem-estar e a qualidade de vida do paciente. Doenças como a pneumonia, um problema de saúde pública, são agravadas pelas condições físicas, funcionais, nutricionais e bucais dos idosos. É função indispensável a um bom cirurgião-dentista elucidar os cuidados na realização da higiene bucal para que não exista agravamento das condições respiratórias, especialmente em pacientes acamados.

A I Conferência Nacional de Saúde Bucal afirmou que a saúde bucal é parte integrante e inseparável da saúde geral do indivíduo e está relacionada diretamente com as condições de saneamento, alimentação, moradia, trabalho e educação, renda, transporte, lazer, liberdade, acesso e posse de terra, aos serviços de saúde e à informação. Ou seja, é indispensável a saúde bucal para uma boa qualidade de vida.

Uma saúde oral adequada é indispensável para qualquer fase da vida, mas, em indivíduos na terceira idade, que possuem maior índice de doenças crônicas, ela se torna essencial para que os problemas sistêmicos não sejam agravados.

A pneumonia é uma das doenças mais frequentes na população da terceira idade, representa a quarta causa de hospitalização em idosos. Alguns fatores de risco são tabagismo, má higienização bucal e alcoolismo. Em pessoas idosas, ocorre a involução da glândula tímica, diminuindo a imunidade. A higiene oral inadequada proporciona a colonização por micro-organismos aeróbicos, fator de risco importante para infecções do trato respiratório inferior devido a uma exagerada aspiração do conteúdo bacteriano através da faringe.

O acúmulo de patógenos bucais associados à doença periodontal pode aumentar a chance de infecções do trato respiratório. É importante o dentista orientar, além da higienização da cavidade oral, sobre a limpeza correta das próteses, que são reservatórios de patógenos respiratórios. A constante deglutição ou aspiração dos patógenos aderidos à prótese pode ocasionar as infecções.

Dentistas devem estar conscientes para orientar os pacientes portadores de próteses dentais, acamados ou com pneumonia, da necessidade de bochechos ou aplicações tópicas de antifúngico para controle da candidíase. Outra orientação importante é remover as próteses durante a noite, deixando-as imersas em um copo com uma solução de clorexidina. A higienização do dorso da língua deve ser executada com limpadores plásticos específicos ou mesmo com espátula envolvida em gaze após as refeições. Em pacientes intubados recomenda-se o uso de gaze em solução bactericida diariamente, bem como umedecer as mucosas e os lábios frequentemente.

https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/contribuicao-odontologica-na-prevencao-de-doencas-respiratorias-em-idosos/



22 de Março de 2019


Saúde bucal de pacientes com necessidades especiais

Quase 24% da população brasileira é composta por pessoas que possuem algum tipo de deficiência. De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 45 milhões de pessoas com deficiência (PCDs).

Grande parte desses brasileiros possui problemas neuropsicomotores ou neuromotores. A cárie é a principal doença em pacientes com transtornos mentais, de acordo com os estudos recentes realizados no Brasil, mas as doenças periodontais e leucoplasias, candidíase, ulcerações e fístulas são também muito frequentes.

Cirurgiões-dentistas devem ser responsáveis por orientar o paciente com as técnicas mais adequadas para cada um, pois a saúde bucal do indivíduo implica diretamente na melhoria de qualidade de vida. Pesquisas afirmam que o risco de endocardite bacteriana, de descontrole da glicemia e de problemas renais pode ser influenciado pela falta de higiene oral. Muitos pacientes em condições especiais recebem tratamento odontológico somente quando estão com dor, resultando muitas vezes em exodontias, mas qualquer indivíduo que apresenta alguma alteração ou condição simples ou complexa, momentânea ou permanente, psicológica, social ou comportamental precisa de uma abordagem específica e adequadamente realizada.

Há certa dificuldade em encontrar profissionais capacitados para o atendimento odontológico de pacientes portadores de necessidades especiais; além disso, muitas vezes a falta de recursos financeiros de seus familiares no custeio de tratamento especializado impede a prevenção. Para um tratamento odontológico de sucesso para pacientes especiais é extremamente importante a participação de familiares, com cuidados preventivos e mais atenção para com a higienização. Mas, além disso, a comunicação do dentista com outros especialistas resultará em um tratamento multidisciplinar de sucesso. O planejamento odontológico deve ser alinhado com a equipe que acompanha o paciente, existindo uma comunicação com o médico sobre os medicamentos, sedação, anestesia geral, limitações e cuidados específicos que precisam ser tomados para garantir a segurança do tratamento odontológico.

https://www.sorrisologia.com.br/noticia/pacientes-com-necessidades-especiais-possuem-mais-riscos-de-desenvolver-carie_a3125/1

https://tepe.com.br/pacientes-com-dificuldades-motoras-e-saude-bucal/



22 de Fevereiro de 2019


Inovações em pesquisa para o controle da periodontite

Nos laboratórios da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP), avançam pesquisas acerca da perda óssea causada pela periodontite administrando um imunossupressor comum. Em associação a isso, a Faculdade de Ciências Farmacêuticas amplia a gama de terapias para o controle do processo inflamatório que acomete a gengiva acompanhado de sangramento.

A doença periodontal se caracteriza por atingir tecidos de proteção (gengiva) e de sustentação dos dentes (osso alveolar, cemento e ligamento periodontal), levando a uma perda óssea significativa. Assim, os investimentos em pesquisa caminham em busca de terapias que minimizam a gravidade da doença, oferecendo reabilitação funcional. A manutenção da saúde bucal requer cuidados em relação a hábitos nocivos, como a ingestão de álcool, o uso de drogas ilícitas e o tabagismo. Além disso, doenças sistêmicas associadas a uma higiene oral inadequada podem ocasionar periodontite.

Coordenado por Vinicius Pedrazzi, professor da FORP, o desenvolvimento de dois produtos à base de metronidazol e benzoato de metronidazol (gel e filme) promoveram resultados mais eficientes do que o processo de raspagem e alisamento radicular, métodos convencionais. Embora ambos tenham contribuído positivamente para o tratamento da doença, evidências mostram que o filme inibiu o sangramento gengival por mais tempo que o gel.

Mais rígido e adaptável à bolsa periodontal, o filme tem maior durabilidade e, por conseguinte, maior sucesso nas pesquisas. O gel, por sua vez, geleifica-se em contato com o fluido gengival, sendo degradado com a mecânica mastigatória de forma mais rápida. Tanto o gel quanto o filme são constituídos por compostos químicos de liberação local.

Além disso, um grupo de pesquisadores, liderados pelo professor Mario Taba Junior, ampliou os estudos pautados em diagnóstico e tratamento terapêutico da doença. Descobriu-se que o tocilizumabe, medicamento indicado comumente para tratar a artrite reumatoide e testado em ratos de laboratório, é eficiente na diminuição da perda óssea que se configura como principal manifestação da doença periodontal. A droga atua no sistema imunológico, mecanismo responsável por aproximadamente 85% das alterações causadas pela periodontite. Ao bloquear a ação de uma proteína receptora da interleucina 6 – mediador inflamatório –, permite que o processo de perda óssea seja minimizado.

A pesquisa compõe um projeto de pós-doutorado de Gustavo Apolinário Vieira no Departamento de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e Periodontia da FORP. Com a eficiência do imunossupressor e a aceitação dos resultados pela comunidade científica, acredita-se que ele pode ser um ótimo aliado na terapia convencional de doenças periodontais.

Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/terapias-com-novas-tecnologias-controlam-a-periodontite/



22 de Fevereiro de 2019


Biotecnologia a favor da previsibilidade do câncer oral

Vencedor do 4° Prêmio de Inovação do Grupo Fleury e coordenado por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), o estudo de amostras biológicas de proteínas utiliza biotecnologia para personalizar estratégias de tratamento e descobrir métodos de prognóstico do câncer de boca.

No fim do ano passado, a pesquisa foi descrita em texto publicado na revista Nature Communications, obtendo o primeiro lugar na categoria “artigo”. Em parceria com o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), ocorre a avaliação de técnicas que ultrapassam as limitações do prognóstico. Desse modo, percebe-se que a orientação dos profissionais da saúde em consonância com tratamentos de câncer inovadores possibilita reduzir o número de metástases cervicais e recidivas (que variam entre 18% e 76% dos casos).

Nesse sentido, a análise imuno-histoquímica da saliva e do tecido de portadores de câncer oral permite compreender a relação entre a quantidade de proteínas e a progressão de tumores, identificando três peptídeos correlacionados com o processo de metástase. Estima-se que aproximadamente 300 mil pessoas sejam acometidas a cada ano pela doença. Dessas, pouco mais da metade sobrevive.

O projeto contou ainda com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e de instituições de renome nacional e internacional. Diante da importância dessa pesquisa para a odontologia estão sendo desenvolvidos novos estudos acerca dos mecanismos de ação das proteínas presentes em áreas diferentes do tumor com o objetivo de gerar maior sobrevida.



10 de Janeiro de 2019


Prontuário odontológico: você dá a devida atenção a esse material?

Segundo levantamento de 11.559 fichas clínicas que estavam arquivadas, verificou-se que 93,2% estavam incompletas. Na correria do dia a dia, muitas vezes o registro e a organização das informações no prontuário do paciente são negligenciados. Mas, não deveria ser assim, uma vez que esse é um documento de muita importância para a prática odontológica. Confira a seguir.

Mas, afinal, o que é o prontuário? O prontuário é um conjunto de documentos que atesta os cuidados que você teve com o paciente. Assim, abrange tanto anamnese, solicitação de exames, plano de tratamento, odontograma, atestados, receituários, história clínica, termos de consentimento em relação ao tratamento, exames de imagem, diagnóstico, contrato quanto qualquer outro documento pertinente ao paciente.

Qual a sua importância? Além de armazenar o histórico do paciente, servindo para posteriores consultas e acompanhamento do tratamento, o prontuário possui também o valor legal no caso de uma ação judicial, sendo o único meio de provar a conduta do profissional, quais as condições prévias e assim assegurar a sua inocência.

Cuidados que os profissionais precisam ter em relação ao prontuário O prontuário é do paciente, assim, caso ele o solicitar, o profissional poderá guardar uma cópia e ter um recibo assinado pelo paciente com a data e a relação dos documentos que foram solicitados.

O correto preenchimento do registro, após cada consulta ou procedimento, é uma prática fundamental e que deve ser incorporada à rotina do profissional. Não é eficaz, após o tratamento, sentar e reunir as informações de uma única vez. O prontuário deve ser construído dia após dia.

Para resguardo é recomendado pedir ao paciente que assine todos os documentos que compõem o seu prontuário, assim como a relação dos procedimentos realizados ao fim de cada atendimento.

Por haver controvérsias em relação ao tempo de guarda, o ideal é manter o prontuário do paciente perpetuamente, não se desfazendo do material.

Fonte:
http://www.crosp.org.br/uploads/publicacoes/8d82e3153f4cca761b4e699e73e78164.pdf
http://www.jornaldosite.com.br/materias/artigos&cronicas/anteriores/ricardo%20henrique%20silva/artigoricardohenrique115.htm



10 de Janeiro de 2019


Cuidados com o exame radiográfico: proteja o seu paciente!

A radiografia odontológica é um exame corriqueiro, sendo o mais comumente utilizado na clínica. Praticamente todas as especialidades demandam as informações obtidas por meio desse exame. Entretanto, ele não é um procedimento inócuo ao paciente. Embora as células tenham a capacidade de se recuperar dos danos causados pela radiação ionizante, quanto menor a dose, mais seguro para o paciente. Confira aqui alguns cuidados que devem ser tomados pelos profissionais para proteger a saúde do paciente.

A proteção com o avental plumbífero de tórax e tireoide não é 100% eficaz. Segundo o professor Cláudio Costa, da Universidade de São Paulo, o uso dos aventais no procedimento para obter as radiografias panorâmicas protege somente 20% em relação à radiação.

A calibração dos aparelhos deve ser checada. A tensão do tubo do equipamento deve ter, preferencialmente, mais que 60 kVp. Os aparelhos com 70 kVp devem ter filtro de alumínio de no mínimo 1,5 mm. O diâmetro do campo de radiação deve ter 6 cm na extremidade do localizador, que deve ter um comprimento de 20 cm. A cada dois anos o equipamento deve passar por uma manutenção com um profissional qualificado.

Os exames digitais expõem o paciente a menos radiação. Assim, se possível, optar por essa tecnologia em relação à convencional. Segundo professor Punnet Bhargava, da Universidade de Washington, os aparelhos estão ficando vez mais rápidos e eficientes, obtendo mais informações em cada exame e com maior segurança, com menor carga de radiação.

Como os efeitos dos raios X atingem principalmente o DNA e o RNA, as crianças, que possuem alto metabolismo celular devido ao seu desenvolvimento, são três vezes mais radiossensíveis do que os adultos; por isso, o exame radiográfico deve ser indicado quando as informações contidas nele irão influenciar muito no diagnóstico e no plano de tratamento.

Fonte:
https://www.portaleducacao.com.br



23 de Novembro de 2018


Doutor, cuiado com o celular! #profilaxiajurdica

O paciente pode gravar a consulta? E o médico? E filmagens, podem ser utilizadas? Conversas no WhatsApp, servem como provas?

Em mais de 80% dos processos onde o paciente acusa o médico por erro médico, dano moral ou falta ética, há a utilização de algum registro feito pelo celular. O mais comum é a colação de conversas do WhatsApp. Amigo médico, este post é para você fazer sua profilaxia jurídica, de modo que você não caia nessa armadilha e também possa fazer uso dessa ferramenta a seu favor.

COM A CRESCENTE JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE… Ao perceber que o relação médico-paciente já se deteriorou, recomenda-se a busca por auxílio jurídico, para que se possa saber o que deve e o que não deve dizer, ou fazer, para contornar a situação da melhor maneira possível, podendo até mesmo evitar um confronto judicial.

São muitas as possibilidades de problemas judiciais, processos cíveis e criminais no Poder Judiciário, processos éticos nos Conselhos Profissionais e até mesmo processos disciplinares no âmbito da Administração Pública.

Importante: o médico tem direito de utilizar as informações do prontuário para defender-se quando acusado, isso não configura infração ética. De acordo com o Código de Ética Médica, Artigo 73, o médico está autorizado a quebrar o sigilo das informações colhidas no exercício da profissão quando o motivo for justo - e defender-se de acusações promovidas pelo paciente é um motivo mais do que justo.

Assim, para o profissional de saúde, gravar a conversa com o paciente tornou-se valiosa medida de prevenção jurídica

ESSE TIPO DE PROVA PODE SER CONSIDERADA VÁLIDA PELOS JULGADORES? Na maioria dos casos, sim. Tanto o paciente como o médico podem gravar a conversa no consultório. E os pacientes têm feito isso, muitas vezes agindo de má-fé, para fins de obter vantagens financeiras.

A discussão já foi parar no Superior Tribunal de Justiça e, desde 2004 (Processo: MC 7.625), já está decidido que tal gravação é fonte de prova lícita. Ou seja, caso uma das partes resolva processar a outra, tal gravação (áudio ou vídeo) poderá servir como prova.

O que não pode ocorrer é a interceptação de conversa de terceiros, como é no caso de escutas telefônicas, que só servem como prova quando autorizadas judicialmente. Mas, entre as partes, a gravação é perfeitamente válida.

Em processos (judiciais, éticos ou administrativos), muitos pacientes também alegam que não foram devidamente informados sobre todos os aspectos que envolvem seu tratamento ou procedimento. Caso o médico não consiga fazer prova de que prestou tais informações, responderá por negligência informacional, e poderá ser condenado a pagar indenização por isso.

Por isso, reforça-se a recomendação do uso do termo de consentimento informado e esclarecido. Para esses casos, a gravação servirá como prova de que o profissional prestou todas as informações necessárias.

A GRAVAÇÃO COMO MEDIDA DE “PROFILAXIA JURÍDICA”. COMO FAZER: Caso se queira fazer a gravação da conversa usando o celular e de forma não detectada, recomenda-se que se deixe o celular no modo “avião”/“off-line”, isso evitará que toque durante a conversa e interrompa a gravação. Depois, é preciso pressionar o botão que deixa o celular totalmente apagado. Para uma melhor qualidade de áudio, procure colocar o celular entre você e o paciente, em cima da mesa. E, claro, ao terminar a conversa, lembre de concluir a gravação.

Durante a gravação, também não será possível utilizar o celular para obter fotos ou fazer filmagens, pois isso também interromperá o processo.

Importante: salve e nomeie a conversa e envie para seu advogado (o advogado tem direito de ter acesso a essa conversa - isso não configura quebra de sigilo).

TEXTO DE WHATSAPP PODE SER UTILIZADO COMO PROVA PROCESSUAL? Mais de 80% dos processos movidos contra médicos em acusações de erro médico contém conversas em aplicativos de mensagens.

O paciente, que normalmente preza tanto por sua intimidade, não pensa duas vezes antes de utilizar uma conversa entre ele e o médico para fins de constituição de prova.

DICA: EVITE RESPONDER AO PACIENTE POR ÁUDIO. ESCREVA! O que se observa bastante é que o médico, nessas conversas, por uma questão de praticidade e até como forma de dar mais informações, termina respondendo ao paciente por mensagens de áudio. Não se recomenda tal prática. Porque, caso o paciente venha a processar e utilizar a conversa de WhatsApp como prova, todos os áudios terão que ser degravados, colocados em um CD, que ficará em apenso ao processo, e tudo que foi dito nesses áudios terá que ser transcrito por um perito oficial. Até lá, o juiz já formou seu juízo, tornando a defesa bastante debilitada.

CONCLUSÃO Assim, a lição que fica é ter bastante cautela, procurando-se manter sempre a melhor relação com o paciente, e, ao perceber que ele adotou uma postura combativa, tomar todas as medidas cabíveis de precaução. Caso haja um desentendimento, nunca deixe um paciente desatendido, sem resposta. Sempre procure sanar todas as situações de desencontro da forma mais calma possível. Mais de 50% dos processos podem ser evitados dessa forma.

E, claro, em caso de atrito, procure sempre um advogado imediatamente.

Por Renato Dumaresq - OAB/RN 5.448

www.dumaresq.adv.br

Fonte: DUMARESQ



14 de Novembro de 2018


Fique atento à sua carteira de vacinação!

O consultório odontológico pode ser considerado um ambiente altamente contaminado. A grande quantidade e variedade de micro-organismos presentes na cavidade bucal constituem uma importante via de contaminação cruzada. Além dos materiais que entram em contato diretamente com o sangue ou a saliva dos pacientes, ainda temos o aerossol do motor de alta rotação que espalha fluidos por todo o ambiente. Estudos mostram que bastaria uma gotícula de 0,00004 ml para que ocorresse a transmissão de doenças.

Assim, além das corretas medidas de biossegurança, como limpeza das superfícies, usar barreiras mecânicas em objetos que entrarão em contato com fluidos corporais e autolavagem dos materiais, o profissional deve estar com a sua vacinação em dia!

Muito se tem falado da febre amarela, por conta do aumento de casos no último ano. Segundo dados do Ministério da Saúde, de julho de 2017 a abril de 2018 foram confirmados 1.127 casos da doença, sendo que 331 pessoas morreram. No mesmo período, entre 2016 e 2017, foram registrados 712 casos. Isso significa um aumento de 58% nas ocorrências da doença no país. Mas, os profissionais devem ser imunizados também para outras diversas doenças, por terem contato direto com a população. O exercício da odontologia está associado a risco maior de exposição a diversos micro-organismos infecciosos quando em comparação ao risco da população ou até mesmo de outros profissionais de saúde.

Por meio da norma regulamentadora NR 32, o Ministério do Trabalho estabelece medidas de proteção aos trabalhadores de saúde ou envolvidos em atividades de promoção e assistência à saúde em geral. Essa norma indica que todos esses atuantes devem ser protegidos contra agentes infecciosos com vacina disponível, assim como contra outros agentes biológicos aos quais possam ser expostos, obedecendo às recomendações do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo a Anvisa, as vacinas fundamentais para o profissional da odontologia são: hepatite B, influenza, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e dupla tipo adulto (contra difteria e tétano). A BCG (contra a tuberculose) também é indicada para os indivíduos com teste tuberculínico negativo.

Fonte: CRO



04 de Outubro de 2018


Remédio para colesterol pode ter efeito odontológico positivo

A sinvastatina, substância muito utilizada nas duas últimas décadas para a redução dos níveis altos de colesterol sanguíneo, pode acelerar a cicatrização do tecido ósseo, segundo novo estudo realizado na Faculdade São Leopoldo Mandic de Campinas. A substância combina a redução da perda óssea com a proteção cardiovascular, em contraste com alguns anti-inflamatórios que têm sido associados com o aumento do risco cardiovascular.

O estudo é de extrema importância especialmente para a periodontia, pois um dos principais problemas da área é a perda óssea associada à periodontite. A pesquisa, portanto, traz novos rumos na busca pela reabilitação completa da saúde bucal do paciente.

Diferentemente de outros estudos anteriores, este objetivou a avaliação da sinvastatina, em um modelo in vivo de doença periodontal, especialmente avaliando alguns mediadores pró e anti-inflamatórios envolvidos na modulação da resposta óssea.

Para este experimento, foram utilizados ratos da linhagem Wistar e a periodontite foi induzida por ligadura ao redor do primeiro molar inferior direito. Em um grupo de ratos, foi administrada sistemicamente a sinvastatina. Após 14 dias de tratamento, os animais foram eutanasiados por aprofundamento de anestesia e o tecido gengival removido e homogeneizado em tampão apropriado. As mandíbulas foram removidas e coradas para avaliação da perda óssea induzida.

A sinvastatina é uma estatina que pode produzir uma série de efeitos benéficos tanto para região dentária, como na redução da hipercolesterolemia (elevação da taxa de colesterol no sangue), redução da inflamação sistêmica, estabilização de placas ateroscleróticas (doença vascular crônica), inibição da síntese de algumas moléculas solúveis responsáveis em mediar a inflamação e ação no tecido ósseo.

Assim, as estatinas, incluindo a sinvastatina, podem ter significativos efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, efeitos na proliferação e diferenciação de células envolvidas com a formação de tecido ósseo, conhecidas como osteoblástos e na inibição das células responsáveis por sua reabsorção (osteoclastos), que poderiam ser benéficos no tratamento da periodontite. no tratamento complementar da doença periodontal.

Resultados
Além de seus efeitos já conhecidos na redução dos níveis elevados de colesterol, a sinvastatina pode provocar alguns outros efeitos, acelerando a cicatrização do tecido ósseo. A pesquisa verificou a ação da substância na modulação de mediadores inflamatórios envolvidos com a neoformação óssea, demonstrando que houve aumento de um mediador anti-inflamatório e diminuição dos níveis de um mediador inflamatório, salientando, dessa forma, que a sinvastatina pode ser útil no tratamento de condições inflamatórias gengivais nas quais poderá ocorrer reabsorção óssea.

Fonte: G1.



26 de Setembro de 2018


Lentes de contato ganham força na odontologia estética

De acordo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Odontologia e Estética (SBOE), houve, aproximadamente, 300% de aumento na busca pelo procedimento de lentes de contato entre os anos de 2014 e 2015. Os pacientes são atraídos pela nova tendência devido à resolução de problemas odontológicos, de estética e alinhamento dos dentes. As peças podem durar de 10 a 20 anos quando bem indicadas, mas somente o profissional da área poderá informar se o paciente é um bom candidato ao tratamento.

Fonte: Terra Saúde.



26 de Setembro de 2018


Cárie pode afetar a saúde do organismo.

A cárie é provocada por um conjunto de bactérias. Se ela não for tratada, essas bactérias passam a se proliferar de maneira desordenada, podendo chegar à corrente sanguínea, se espalhar por todo o corpo e ocasionar diversas doenças. Saiba mais sobre os perigos da cárie:

https://metronews.com.br/saude/carie-que-pode-afetar-coracao-e-transmitida-ate-por-beijo



03 de Setembro de 2018


Qual sistema de implantes escolher?

Com o crescimento da implantodontia, cresceu também o número de marcas comerciais de implantes. Dentre os mais de 20 nomes nacionais e internacionais no mercado, qual escolher?

O primeiro ponto a ressaltar é que os cursos de atualização ou de especialização já têm um ou dois sistemas de implantes escolhidos previamente. Ou seja, ao escolher seu curso, pesquise qual sistema de implantes ele usa e veja se ele se encaixa no seu orçamento e no público do seu consultório, levando em conta os outros aspectos que vamos abordar aqui no texto.

Nacional ou importado? Ambos são confiáveis e apresentam poucas diferenças na prática. O impacto é maior na questão comercial perante os seus pacientes.

Rastreabilidade do titânio Empresas sérias e competentes informam sobre a rastreabilidade dessa matéria-prima desde a sua obtenção até o implante final.

Vantagens nas grandes compras Procure empresas que facilitam a compra de 10, 20 ou 30 implantes e que fornecem o kit cirúrgico e protético.

Pós-venda Converse com colegas que já fazem implantes. Pergunte sobre o relacionamento, a garantia e como funciona a troca no caso de não osseointegração do implante.

Estudos científicos Nem tudo que é lançado por aí tem tempo suficiente para ter eficiência comprovada por estudos científicos. É essencial buscar artigos de comprovação de bom desempenho e preferir marcas já estabelecidas no mercado.

Vantagens e adicionais Veja a possibilidade de educação continuada, softwares de planejamento, hands-on e produtos que a empresa pode fornecer além dos implantes e kits.

Soluções protéticas Qualidade e quantidade de opções em componentes para provisórios e definitivos, além de facilidade de uso, simplificam muito o nosso dia a dia.

Qualidade dos materiais Faça um pequeno teste: pegue a chave de captura de implantes do kit (faça o teste com as duas, a de catraca e a de contra-ângulo), peça um análogo ou um implante de teste e experimente a conexão de captura. Balance para ver se a captura é boa ou não. Faça isso na frente do vendedor ou representante e se o implante sair voando veja qual vai ser a desculpa que ele vai dar.

Não acredite em “milagres” No caso de reabertura hiper-rápida, por exemplo, ainda que o material seja o mais fantástico com o design mais perfeito, a biologia permanece a mesma.

Fonte: Blog Dental Cremer



27 de Agosto de 2018


FDI 2018 acontece em setembro na Argentina

A edição de 2018 do FDI – World Dental Congress acontecerá em Buenos Aires, na Argentina, entre 5 e 8 de setembro de 2018. Já faz 30 anos que o congresso foi realizado na cidade pela última vez.

A programação científica está completíssima e conta com profissionais mundialmente renomados.

No site do evento você pode conferir a programação completa, fazer a sua inscrição e reservar o local da sua estada.

Confira:
https://www.worlddentalcongress.org/pagina_principal/index.html




20 de Agosto de 2018


Propensão a cáries pode ser genética

A cárie dentária é geralmente relacionada à ingestão de doces e à higiene bucal deficiente, mas a ciência vem mostrando que as causas dessa doença são mais complexas.

Pesquisadores da USP investigaram marcadores genéticos específicos do DNA, aqueles que mostram as diferenças entre duas ou mais pessoas ou organismos da população brasileira, para avaliar se a propensão à doença cárie está relacionada à genética. Participaram da pesquisa 222 crianças de Ribeirão Preto, 678 do Rio de Janeiro e 90 de Manaus, que tiveram saliva coletada como fonte de DNA.

Nos primeiros resultados da análise em três Estados do país, os pesquisadores já encontraram essa relação. Os pesquisadores esperam estabelecer biomarcadores para explicar o aparecimento da cárie e correlacioná-los a outros fatores envolvidos, desde o ambiente em que se vive até variações genéticas, como a etnia.

Segundo dados publicados em 2017, cerca de 2,4 bilhões de pessoas no mundo sofrem com esse problema bucal.

Fonte: Jornal da USP



13 de Agosto de 2018


Odontologia estética: busca pelo sorriso perfeito faz mercado disparar

O mercado de odontologia estética apresentou um crescimento superior a 300% nos últimos três anos, conforme mostram dados da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética.

Graças à popularização dos tratamentos odontológicos estéticos entre celebridades e astros, principalmente em relação aos laminados cerâmicos, os pacientes têm também procurado soluções para exibir seus sorrisos com muita autoestima.

É preciso ficar atento, entretanto, na hora de decidir empregar a técnica. É imprescindível realizar um estudo da face e do sorriso para que o resultado seja personalizado e adequado às expectativas de cada paciente.

Também é importante lembrar que os laminados têm contraindicações, como o bruxismo e problemas mais graves de alinhamento dos dentes.

O tratamento pode ser indicado com segurança em casos de manchamentos leves, fraturas pequenas, diastemas e pequenas correções de alinhamento.

Fonte: Terra Saúde



06 de Agosto de 2018


Concurso público com inscrições abertas:

As vantagens de ser concursado são inúmeras: estabilidade, tranquilidade financeira, realização profissional.

Confira o edital para o concurso organizado pela AOCP da SESMA 2018 (Secretaria Municipal de Saúde de Belém), que possui 29 vagas para o cargo de Odontólogo.

Com inscrições do dia 8 de agosto até 10 de setembro, a taxa de inscrição custa R$ 80,00 e a prova está prevista para o dia 21 de outubro. A remuneração para nível Superior é de R$ 1.623,28 (30 horas).

Confira o edital



03 de Agosto de 2018


Consumo diário de álcool afeta as bactérias bucais

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade New York (NYU) revelaram que o consumo de álcool afeta a população de bactérias orais. Dentre os 1.044 pacientes de idades entre 55 e 87 anos estudados que consumiam álcool diariamente, foi encontrada uma superabundância de bactérias bucais associadas com doença periodontal, alguns tipos de câncer e doenças do coração.

Segundo os pesquisadores, uma possível explicação para fenômeno é que as bebidas alcoólicas tornam o ambiente bucal hostil para algumas bactérias devido aos seus subprodutos, como os aceltaldeídos. Eles afirmam, porém, que mais estudos devem ser realizados para avaliar a diferença no microbioma daqueles que consomem apenas cerveja, vinho ou licores.

Estima-se que cerca de 10% dos adultos sejam bebedores inveterados, o que os especialistas definem como o consumo de uma ou mais bebidas por dia para as mulheres e dois ou mais drinques por dia para homens. Os pesquisadores acreditam que o reequilíbrio de alguns dos 700 tipos de bactérias da cavidade oral poderia reverter ou prevenir alguns problemas de saúde ligados ao consumo de bebidas.

Fonte: Dental Tribune



12 de Junho de 2018


Erosão dental tem causas além da dieta

A erosão dentária está entre as três condições dentárias mais prevalentes na população. A razão pela qual algumas pessoas sofrem mais do que outras de desgaste erosivo depende não só da sua dieta, mas também de como elas consomem bebidas e alimentos ácidos.

Pesquisadores do Instituto Dentário da King’s College London descobriram que as pessoas mais afetadas não foram aquelas que simplesmente consumiram bebidas e alimentos ácidos, mas aquelas que o fizeram entre as refeições. As pessoas que ingeriam bebidas ácidas, como refrigerantes ou chás aromatizados com frutas, duas vezes por dia eram 11 vezes mais propensas a terem erosão moderada ou grave em comparação com aquelas que não o fizeram.

Enquanto a mudança específica de comportamento pode ser difícil de ser obtida, metas de intervenções comportamentais podem ser bem sucedidas, como tomar refrigerantes durante as refeições, e não entre elas.

Estima-se que mais de 30 por cento dos adultos sofrerão erosão dos dentes, o que pode levar a grandes perdas da estrutura dental com o passar do tempo.

Fonte: Dental Tribune



09 de Maio de 2018


Durma mais cedo para viver mais

Não vá para cama muito tarde. Reestruture melhor sua rotina e vá dormir cedo – é bem melhor para sua saúde. Esse é o conselho da Universidade de Surrey (Reino Unido) em parceria com a escola de medicina da Universidade de Northwestern, em Illinois (EUA).

Após analisar mais de 433 mil pessoas e cruzar dados, os autores do estudo puderam concluir que as pessoas noturnas têm um risco 10% maior de morrer mais cedo do que os indivíduos matutinos. Há especulações de que isso pode estar relacionado com estresse psicológico, refeições em horários errados, falta de exercícios físicos, insuficiência de horas de sono ou ficar acordado até altas horas. Talvez também tenha relação com o uso de drogas e álcool.

Além de estarem mais propensos a falecer mais cedo, essas pessoas também apresentaram níveis mais elevados de diabetes, doenças e distúrbios mentais. “Há consequências para a saúde e para o corpo de pessoas noturnas que tem que viver em um mundo de pessoas matutinas”, avaliou professor de neurologia da Universidade de Northwestern.

Para os autores, essa é uma questão de saúde pública e é necessário que pensemos em criar outras rotinas de vida para pessoas noturnas. “Devemos permitir que indivíduos noturnos entrem e saiam do trabalho mais tarde, em locais que seja possível. E precisamos de mais pesquisas sobre como podemos ajudar essas pessoas a manterem o relógio biológico ajustado com o horário do Sol”, afirmou professor de cronobiologia da Universidade de Surrey.

Fonte: Revista Galileu



11 de Abril de 2018


Celular pode abrigar diversas bactérias causadoras de doenças

Você já parou para pensar na quantidade de bactérias que existe no seu celular? Um experimento do Centro Médico de Columbia e o site jornalístico Business Insider fizeram um experimento que pode te deixar um pouco assustado.

Os cientistas investigaram os aparelhos de dezenove voluntários. Foram colhidas 38 amostras das telas e das partes de trás dos celulares. Cerca de 79% das amostras apresentaram mais de 10 colônias de bactérias. Dois deles apresentaram bactérias potencialmente patogênicas, como a Staphylococcus aureus, que pode provocar infecções graves e de pele, e uma linhagem dessa mesma bactéria chamada de MRSA, resistente a antibióticos.

Outros dois celulares apresentaram bactérias que podem ser associadas às fezes, como a Escherichia coli, que pode causar infecções urinárias, e a Klebsiella pneumoniae, que pode estar associada à pneumonia. 75% dos participantes afirmaram que usam o celular no banheiro.

Apenas dois celulares não possuíam nenhuma colônia de bactéria. O restante apresentou micróbios que geralmente são encontrados nas nossas mãos. A investigação serve de alerta à importância da higienização periódica do aparelho.



02 de Abril de 2018


Equipe russa faz novo avanço em materiais dentários

A deterioração dos tecidos duros, como ossos e dentes, é um grande desafio da medicina moderna. Agora, uma equipe de químicos russos desenvolveu uma tecnologia para produção artificial de nano-hidroxiapatita, que pode ser aplicada em implantes e restauração dos dentes.

Chefiados pelo Prof. Alexander Knyazev da Lobachevsky State University of Nizhny Novgorod, os químicos acreditam que a principal vantagem da nova tecnologia é a maior biocompatibilidade com células humanas em comparação com materiais já existentes.

No novo segmento da pesquisa, o objetivo dos cientistas é criar materiais à base de hidroxiapatita que combinem propriedades antimicrobianas e compatibilidade biológica com células humanas.

A nova tecnologia poderá ter múltiplas aplicações, como nos setores de ortopedia e traumatologia, na indústria farmacêutica, medicina estética e revestimentos para dispositivos médicos e instrumentos.

Fonte: Saúde Oral



15 de Fevereiro de 2018


Quais as tendências em odontologia para 2018?

Tecnologias, técnicas de marketing digital e na oferta de cuidados de saúde personalizados – confira algumas das tendências da odontologia para 2018.

Tratamentos avançados com recursos tecnológicos
Cada vez mais clínicas vão passar a recorrer à tecnologia CAD/CAM e a impressões digitais. Essa tecnologia não só proporciona uma experiência mais confortável para o paciente como facilita a comunicação e o envio de arquivos diretamente para os laboratórios, reduzindo significativamente o tempo de espera. Além disso, o número de repetições dos processos é reduzido.

Tecnologia cone-beam
O contínuo interesse pela implantodontia vai fazer com que cada vez mais clínicas invistam em tecnologia cone-beam.

Trabalho multidisciplinar
Têm crescido a tendência de que profissionais da saúde trabalhem em conjunto, e não mais em consultórios isolados. Isso permite dividir custos, ter acesso a uma maior carteira de clientes e mais capital para aplicar em marketing, coaching e consultoria.

Marketing digital
Com a crescente importância dos smartphones, os pacientes esperam que a clínicas dentária tenha um site onde as consultas possam ser agendadas online. Isso pode representar um investimento no website por parte da clínica, que deve ainda apostar em conteúdos de qualidade. Cada vez mais os pacientes gostam de estar informados antes de uma consulta, principalmente quanto aos procedimentos realizados e ao currículo da equipe.

Fonte: Saúde Oral



03 de Janeiro de 2018


Falhas em restaurações são associadas a maus hábitos e genética

Pesquisadores da University of Pittsburgh School of Dental Medicine nos EUA e da Faculdade de Odontologia da Universidade de Pernambuco no Brasil investigaram um grande número de registos dentários do Pittsburgh School’s Dental Registry e DNA Repository com informações sobre restaurações dos pacientes e taxas de fracasso de até cinco anos após procedimentos restauradores. Os registros também contêm informações sobre o estilo de vida dos pacientes, incluindo tabagismo e etilismo, e uma amostra de DNA, permitindo uma investigação acerca do papel do estilo de vida e da genética na taxa de falhas em restaurações.

A equipe constatou que as maiores taxas de falha estavam entre os usuários de álcool e homens fumantes. Além disso, diferenças no gene para metaloproteinase de matriz (MMP2), uma enzima encontrada em dentes, foram ligadas a maiores falhas de preenchimento. Os pesquisadores, então, admitiram a hipótese de que a MMP2 pode ser capaz de degradar a ligação entre o material restaurador e a superfície dental, potencialmente levando a restauração ao fracasso. No entanto, de acordo com os pesquisadores, mais investigações precisam ser feitas antes das conclusões definitivas.

Não foram encontradas diferenças significativas entre restaurações em amálgama e em resina composta.

Os pesquisadores acreditam que esse é mais um indício da importância que a odontologia personalizada, baseada nas particularidades e nas informações genéticas dos pacientes, terá no futuro.

Fonte: Dental Tribune



07 de Novembro de 2017


Pérolas podem ser a chave para materiais restauradores mais resistentes

Uma equipe de cirurgiões-dentistas da Faculdade de Odontologia da Universidade de Nova Iorque (NYU) descobriu um novo valor para as já admiradas pérolas. Cerca de 1000 vezes mais resistente do que o carbonato de cálcio puro, a pérola é um dos mais robustos e leves materiais encontrados na natureza.

Esse deslumbrante produto natural é constituído de 95% de carbonato de cálcio e 5% de matriz orgânica. Segundo os pesquisadores, a compreensão dos mecanismos moleculares subjacentes à formação da pérola e de suas nanoporosidades, que garantem resistência e leveza, pode ajudar a desenvolver materiais resistentes à fratura, seja na fabricação de implantes dentários melhorados, no setor aeroespacial ou na transmissão de energia.

Fonte: Dental Tribune



07 de Novembro de 2017


Bruxismo x bullying: uma perigosa relação

Um estudo brasileiro da Universidade Federal de Minas Gerais descobriu que os danos do bullying nas escolas vão além da saúde mental; essa elevada carga de estresse pode também refletir na saúde bucal.

O estudo de caso-controle tem sugerido que o bruxismo do sono em adolescentes está associado a um histórico de envolvimento em bullying verbal na escola, seja como vítimas, agressores ou ambos.

Entre os participantes, 134 (43,3%) relataram envolvimento em episódios de bullying escolar verbal como vítima, agressor ou ambos. A grande maioria (90,3%) era do sexo masculino. De modo geral, esses adolescentes encontraram probabilidade quatro vezes maior de sofrer bruxismo do sono (65%) em comparação com aqueles que não foram envolvidos no bullying escolar verbal (17%).

Fonte: Dental Tribune



17 de Agosto de 2017


Estudo aponta que periodontite pode ser sinal de diabetes tipo 2

Um estudo recentemente publicado no BMJ Open Diabetes Research & Care sugere que a periodontite pode ser um indicador de diabetes, doença que afeta cerca de 29 milhões de pessoas nos Estados Unidos da América. Analisando dados referentes a 313 pacientes, os pesquisadores encontraram uma relação positiva entre as duas condições. Os participantes com periodontite tinham índices de massa corporal (IMC) mais elevados do que os restantes pacientes observados, com um IMC médio de 27. Por outro lado, fatores de risco para a diabetes como pressão arterial elevada e colesterol elevado mostraram-se semelhantes nos diversos grupos analisados, marcando presença em cada um deles.

Além disso, segundo os resultados, os pacientes com quadros de periodontite mais severos apresentaram níveis de HbA1c mais elevados, um indicador que analisa os níveis médios de açúcar presentes no sangue.

De acordo com os autores do estudo, investigadores da Universidade de Amsterdam, uma das melhores medidas para fazer um diagnóstico precoce da doença seria realizar testes de glicemia nas consultas médico-dentárias, com recurso ao teste da picada do dedo.

Fonte: SaúdeOral.pt



11 de Julho de 2017


Câncer oral pode ser combatido por vacina contra HPV

Uma pesquisa americana constatou que a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) pode ajudar a reduzir infecções orais que causam câncer da boca e da garganta em 88%. No entanto, o impacto real da vacina em infecções de HPV oral permanece baixo, devido à fraca taxa de captação no país, principalmente no sexo masculino. A pesquisa é o primeiro grande estudo a explorar o possível impacto da vacina em infecções de HPV oral.

Utilizando os dados da National Health and Nutrition Examination Survey, o estudo examinou os registros de auto-relato de 2,627 jovens adultos com idade entre 18 e 33 anos, durante o período de 2011 a 2014 e comparados a aqueles que receberam uma ou mais doses da vacina de HPV com aqueles que não tinham. Incidindo sobre a prevalência de HPV16, 18, 6 e 11 – os quatro tipos abrangidos pelo HPV antes de 2016 – amostras de bochechos orais coletadas por instalações móveis de saúde foram testadas para o vírus no laboratório da Gillison.

De acordo com os resultados, cepas de HPV investigadas foram encontradas em muito menos pessoas que tinham recebido vacina, demonstrando um menor risco em 88 por cento. No momento da coleta de dados, cerca de 18,3% de jovens adultos nos Estados Unidos relataram receber uma ou mais doses de vacina antes de 26 anos de idade, com vacinas mais comumente em mulheres do que em homens (29,2 versus 6,9%).

Sexo oral tem sido considerado como o principal fator de risco para a aquisição de uma infecção por HPV na boca ou na garganta, segundo Gillison. No entanto, ela explicou que o sexo oral não dá câncer. A infecção em casos raros pode evoluir para o câncer ao longo de muitos anos.

Fonte: Dental Tribune



16 de Junho de 2017


Bichectomia e envelhecimento facial: desvende um dos mitos sobre a retirada de gordura das bochechas

A bichectomia, que é a retirada da bolsa gordurosa de Bichat (gordura que se localiza nas bochechas), é uma técnica muito antiga, consagrada há mais de 40 anos. Com a sua recente divulgação aqui no Brasil, muitos pacientes ainda têm dúvidas quanto ao envelhecimento facial relacionado à cirurgia: será que a bichectomia pode causar aparência envelhecida no futuro?

Na verdade, precisamos entender que o envelhecimento facial é um processo fisiológico e programado, ou seja, todos vamos envelhecer! Este processo passa por vários fatores, como:

1) Nosso crânio passa por uma remodelação óssea, ou seja, os ossos da face vão perdendo suas curvas joviais e tomando um aspecto mais achatado com o passar do tempo;

2) Os músculos da expressão perdem a tonicidade com o passar dos anos;

3) A gordura da pele, que é diferente e independente da Bola de Bichat, vai se afinando em algumas regiões e se acumulando em outras. Como esta gordura é muito superficial, ela sustenta a pele e tem expressão direta no processo de envelhecimento. Os pacientes que perdem muito peso rápido ficam com a pele flácida pela falta desta gordura subcutânea;

4) A própria pele sofre modificações, com perdas gradativas de água, ácido hialurônico, colágeno, dentre outras substâncias.

Portanto, nenhum destes pilares do envelhecimento facial tem relação com a gordura de Bichat, uma gordura profunda e localizada, retirada por dentro da boca, que não tem relação com a sustentação da pele.

O paciente que passa por uma bichectomia se sente até mais jovem pelas curvas que o rosto ganha, além do conforto mastigatório. É evidente, entretanto, que todos devem continuar seguindo a mesma rotina de cuidados com a pele, com a alimentação e com o estilo de vida.



09 de Maio de 2017


Polêmica chega ao fim e dentistas poderão aplicar a toxina botulínica

O juiz federal Francisco Alexandre Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, extinguiu o processo movido por três entidades médicas contra o CFO pela regulamentação do uso da toxina botulínica por cirurgiões-dentistas.

O Plenário do CFO regulamentou o uso pelos CDs da toxina botulínica e dos preenchedores faciais por meio da Resolução CFO 176/2016, de 6 de setembro de 2016. O Conselho Federal de Medicina (CFM) não se opôs à regulamentação, mas a SBCP, SBD e AMB entraram com a ação contra o CFO, que foi agora extinta a pedido das próprias entidades.

“A disputa judicial chegou ao fim, graças ao diálogo e ao bom relacionamento entre o CFO e o CFM, que se reuniram por duas vezes em busca de um entendimento,” afirma o presidente do CFO, Juliano do Vale. “Trata-se de uma importante conquista para a categoria odontológica e para o Plenário do CFO, que aprovou a resolução.”

Fonte: Dental Press



03 de Março de 2017


Saúde bucal também é reflexo de relações sociais, segundo estudo

Um estudo americano revelou que os dentistas não são as únicas pessoas que influenciam a forma como cuidamos de nossos dentes - as relações sociais entre amigos e familiares podem desempenhar um papel negligenciado na assistência à saúde bucal de comunidades de Boston. Essa foi a conclusão de Brenda Heaton, professora assistente de política de saúde e pesquisa de serviços de saúde na Faculdade de Odontologia Henry M. Goldman da Universidade de Boston.

Heaton é especialista em epidemiologia social com foco na saúde bucal. Em 2008, iniciou um trabalho que tem se concentrado em dizer se “entrevistas motivacionais” podem ou não influenciar como as mulheres cuidam da dieta e da saúde bucal de seus filhos – especificamente, o impacto sobre as crianças com cárie dentária.

Há evidências crescentes de que intervenções comportamentais individuais, como entrevistas motivacionais, podem mudar o comportamento de curto prazo, mas os efeitos não duram muito tempo. “Começamos a ter a sensação de que pode haver mais influências que precisamos reconhecer além do indivíduo”, diz Heaton. Assim, ela descobriu que as redes sociais – e não Facebook e Twitter, mas redes de amigos, familiares e conhecidos – podem desempenhar um papel negligenciado na assistência à saúde bucal.

As pessoas acreditam nas informações mais quando se trata de alguém que elas conhecem ou respeitam, e as evidências sugerem que as pessoas estão mais dispostas a confiar em pessoas que são como elas. Mas o que acontece com muita frequência é que as informações de saúde são entregues a uma comunidade por pessoas do lado de fora, o que é menos impactante.

Para entender as conexões que já existiam dentro da comunidade, Heaton precisava traçar um mapa social. Assim, desde 2008 sua equipe entrevistou cerca de 200 mulheres que vivem em habitação pública de Boston e identificou cerca de mil indivíduos que foram influentes. Heaton está usando esses mapas de rede para encontrar semelhanças sobre como a informação flui através dessas comunidades.

O objetivo final, diz ela, é usar o mapa para introduzir informações e recursos de saúde em uma comunidade de maneiras que mudem comportamentos de longo prazo. O poder desta abordagem é que ela se concentra na prevenção em vez de curas, diz Heaton.

Fonte: Dental Press



10 de Fevereiro de 2017


Ativistas exigem suspensão da fluoretação da água nos EUA

Grupos de ativistas contra a água fluoretada apresentaram uma petição à Agência de Proteção Ambiental (EPA) para proibir a adição de flúor aos suprimentos de água dos EUA, devido ao risco neurotóxico do produto químico.

Nos Estados Unidos e em outros países, as autoridades de saúde defendem a fluoretação da água potável pública para promover a saúde bucal, principalmente em relação à prevenção da cárie dentária.

De acordo com a Lei de Controle de Substâncias Tóxicas, a agência deve proibir os aditivos de fluoretação porque um número considerável de estudos em animais, células e humanos sugerem que as doses do fluoreto encontradas atualmente são neurotóxicas, associada à perda de QI, distúrbios do desenvolvimento em crianças e outros efeitos neurotóxicos. Os peticionários sublinharam ainda que a dose de referência que seria razoavelmente protegida contra este perigo é incompatível com as doses atualmente ingeridas pelo milhões de americanos em áreas fluoretadas.

A petição foi assinada por grupos de ação de fluoreto, a Rede de Ação de Fluoreto, Food & Water Watch, Associação de Consumidores Orgânicos, Academia Americana de Medicina Ambiental, Academia Internacional de Medicina Oral e Toxicologia e Moms Against Fluoridation. O documento de quase 80 páginas cita numerosas referências científicas descrevendo os vários efeitos do flúor.

Fonte: Dental Press



03 de Janeiro de 2017


Implantes com revestimentos bioativos favorecem cicatrização

Um novo revestimento bioativo para implantes médicos, desenvolvido por cientistas russos, pode ser capaz de inverter o mecanismo imunológico responsável pela rejeição e incentivar a cicatrização ao redor dos implantes.

Os cientistas da Universidade Politécnica de Tomsk propuseram resolver o problema da rejeição do implante através do revestimento dos implantes com um composto biologicamente ativo análogo à interleucina-4. Esta substância é capaz de controlar o comportamento das células imunes inatas, os macrófagos, forçando a estimular o processo de cicatrização em vez de rejeitar o implante.

O revestimento pode ser usado para implantes poliméricos e de titânio, que são empregados em implantes odontológicos, bem como em cirurgias ortopédicas e orais. Por conseguinte, os cientistas russos esperam que o seu desenvolvimento seja universalmente aplicável em implantologia. Atualmente, eles estão na fase de sintetizar o composto e estão realizando experimentos para determinar a sua composição ótima.

Fonte: Dental Tribune



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